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22/05/2012 - Escravidão versus adoção

Todas as palavras da Bíblia significam exatamente aquilo que dizem. Elas não precisam ser “espiritualizadas” ou interpretadas por meio de técnicas da hermenêutica. Elas nos são fornecidas pelo Senhor para que, com a iluminação do Espírito Santo, possamos compreendê-las e realizar aquilo para o qual elas foram enviadas. O povo de Deus tem deixado de viver a plenitude do Evangelho devido a “interpretações” de certos “sábios”.

O profeta Oséias escreveu em seu Livro a resposta do Senhor acerca do motivo pelo qual Seu povo sofre: O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos (Os 4.6).

Para Oséias, todo sofrimento dos filhos de Deus está relacionado à falta de conhecimento. O profeta disse mais; ele afirmou que aqueles que desprezam a orientação do Senhor deixam de ser Seus sacerdotes. Na verdade, muitos continuam com a forma, a “pose” e a indumentária de um sacerdote, mas já foram reprovados por Deus há tempos! Tais pessoas misturam pensamentos humanos às verdades das Escrituras, levando milhões de pessoas a tomarem atitudes erradas. Exemplos disso são dogmas, tradições, ritos, provérbios e mandamentos que o Senhor Jesus jamais pronunciou. O castigo desses “ministros” será grande.

Falta-lhes o principal: a virtude do Espírito Santo. Aqui no mundo, eles podem até receber o título de sacerdote de Deus e serem considerados como tal por alguns, mas não serão recebidos pelo Senhor, conforme adverte a Palavra:
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demónios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade (Mateus 7.21-23).

Apesar da advertência divina, há quem prefira inclinar-se ao conhecimento humano. Quem assim procede vive completamente alheio ao trabalho que o Senhor está realizando. Porém, quem se volta para a Palavra encontra vida e cura para o corpo: Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido. Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no meio do teu coração. Porque são vida para os que as acham e saúde, para o seu corpo (Pv 4.20-22).

O PORQUÊ DA ESCRAVIDÃO
Foi a desobediência de Adão no jardim do Éden que originou todo mal que conhecemos. Ao comer do fruto proibido, o nosso primeiro pai permitiu que a natureza de Satanás entrasse no mundo e contaminasse completamente a humanidade. Diz a Palavra de Deus que não há um justo, nem um sequer (Rm 3.10). O homem, por causa do seu ato insano, saiu das mãos dAquele que é 100% Amor – Deus – e passou para as de quem é 100% ódio, o diabo.

Nós não estivemos no Éden, nem comemos o tal fruto, mas, por pertencermos à espécie humana, recebemos essa herança. A morte, a natureza de Satanás, passou a todos nós, de modo que ficamos debaixo desse jugo maldito. Tal presença maligna na vida do homem é a explicação para os mais insanos atos praticados por ele desde aquele dia no Éden, bem como é a razão de tanto sofrimento. Por ser a origem da raça humana, Adão transmitiu a todos os seus descendentes não só a herança genética, mas também a espiritual.
Hoje, não há razão para viver sob o manto escravizador do diabo. Todos podem e devem “rebelar-se” e sair desse domínio. Houve o fruto proibido do jardim, mas houve também a cruz do Calvário. Se o primeiro ato nos prendeu, o segundo nos libertou!

Esse período em que o ser humano passou sob a escravidão de Satanás é comparado ao que passaram os filhos de Israel no Egito. Eles ficaram debaixo do jugo egípcio por séculos, até serem libertados por Moisés. O homem também ficou acorrentado ao diabo muito tempo, até ser resgatado pelo Senhor Jesus. A escravidão dos hebreus era física, enquanto a nossa era espiritual. A libertação deles ocorreu quando, comandados por Moisés, saíram em direção à Terra Prometida; a nossa, quando aceitamos o Senhor Jesus como Salvador. Os israelitas passaram pelo mar Vermelho, como se, ali, estivessem sendo balizados em Moisés; nós passamos pelas águas do batismo, sendo balizados em Cristo e revestidos nEle.

O RAIAR DA LIBERDADE
Com a vinda do Senhor Jesus, o príncipe deste mundo foi expulso. O diabo, que, até então, agia como o dono de tudo, foi vencido e expulso. Hoje, ele já não tem a posição que antes desfrutava: Agora, é o juízo deste mundo; agora, será expulso o príncipe deste mundo (Jo 12.31).

O julgamento ocorreu com a morte do Senhor no Gólgota. Ao Se entregar naquele altar, o Senhor Jesus pagou o preço da nossa queda em Adão, venceu o diabo e acabou com a escravidão.
Para onde foi a escravidão? Será que o Senhor Jesus a deixou caída em algum lugar? Não! Ele não faria isso. Ele não a deixaria aqui para que ela se recuperasse e viesse sobre nós de novo. Ao voltar para os Céus, de onde viera para realizar esta grande obra, o nosso Salvador fez algo tão grande quanto a derrota que infligiu ao inimigo: Ele levou consigo, presa para sempre, essa maldita escravidão. E ainda fez mais: deu-nos dons – habilidades para que pudéssemos viver a liberdade que Ele havia conquistado para nós: Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens (Ef 4.8).

Foi por isso que o Senhor nos mandou ir por todo o mundo e pregar a Boa Notícia (Mc 16.15). Ele quer que informemos a todas as pessoas que, nEle, elas devem e podem declarar-se livres. Nada mais poderá deter o ser humano. A escravidão, com todos os seus reclames, é coisa do passado. Sobre nós agora brilha a luz da liberdade de filhos de Deus. Somos, de fato e de direito, novas criaturas, e tudo aquilo que era como um senhor sobre a nossa vida foi levado cativo com o nosso amado Senhor: Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo (2 Co 5.17).

O Senhor Jesus resumiu o Seu ministério – que deve ser também o ministério de todo aquele que é participante do Reino de Deus – da seguinte maneira: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor (Lc 4.18,19).

Esta é a mensagem que o mundo precisa ouvir. Milhões de pessoas estão presas a credos, dogmas e demais ditames de religiões, pagando um alto preço, perdidos, alheios ao plano da salvação, pregando e ouvindo bobagens, pura invencionice de homens, e vivendo debaixo da escravidão por não conhecerem a real mensagem do Evangelho. Tais pessoas somente serão libertadas se vierem para a Luz. Cumpre-nos dizer a todas elas o que lhes pertence em Cristo. Somente a pregação simples do Evangelho, no poder do Espírito de Deus, poderá trazê-las para a verdadeira liberdade.

Que os filhos de Deus não se cansem de evangelizar. É preciso mostrar a todos que a liberdade já raiou. Isso é o que mais agrada ao coração do Pai. Essa é a missão maior que Ele nos comissionou a realizar. Aqueles que se prestam ao serviço do Senhor são formosos até os pés: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas! (Rm 10.15b).

ESPÍRITO DE ADOÇÃO
Veja que linda revelação a Palavra de Deus tem para nós. Ela diz: Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai (Rm 8.15). Então, podemos concluir que ninguém, absolutamente ninguém, precisa sujeitar-se aos caprichos do maligno, que usa as mais diversas doutrinas para manter o ser humano em escravidão.

Se a humanidade recebeu o espírito de escravidão, então, precisamos gritar a plenos pulmões que isso é coisa do passado. Vamos anunciar a todos que não precisam ou devem submeter-se ao tratamento do maligno. Agora, temos o instituto de adoção à nossa espera, em Cristo Jesus.

Já que fomos presenteados com um Novo Tratamento, o qual nos permite ser adotados como filhos de Deus, urge que entendamos o que significa esse espfrito de adoção. O que podemos ter nesse instituto divino que foi posto ao nosso dispor? O Deus completo e perfeito que temos não iria pagar um preço tão caro, enviando Seu Filho para morrer em nosso lugar, se a obra não incluísse todas as bênçãos de que necessitamos ou venhamos a necessitar. O ato do Senhor em nos adotar como filhos traz implícito tudo o que uma pessoa poderia necessitar para viver dignamente, tendo o Senhor como Pai.

Esta mensagem transformará a vida de milhões de pessoas. Temos a obrigação de gritar a todos que ninguém mais precisa render-se a qualquer pó de escravidão. Ao me mo tempo, temos de vigiar para que a nossa liberdade seja uma viva realidade: Estai, pois, firmes na liberdade de com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão (Gl 5.1).

Parece ironia, mas pessoas que mais se têm sujeitado ao inimigo são as extremamente religiosas, zelosas de suas doutrinas, mas que não possuem o conhecimento do Evangelho. Corta o coração ver essas vidas dominadas pêlos mais diversos sofrimentos, enquanto continuam presas aos e tratagemas do adversário.

Temos de dizer a todas pessoas: “É hora de acorde Ninguém recebeu o espírito de escravidão”. Se nos foi dado o instituto liberdade, por que viver debaixo do da escravidão, com o que não temos parte e que nos impede de desfrutar das boas coisas que o nosso Pai criou para a felicidade de Seus filhos? É hora de sairmos para a liberdade, não é verdade?

A Palavra de Deus declara que recebemos o espírito de adoção de filhos, o qual nos capacita a chamá-l0 de Pai. Isso quer dizer que já temos operando sobre a nossa vida essa capacidade divina que nos dá acesso a Ele. Chamá-l0 de Pai significa podermos assumir a posição de herdeiros, de sucessores: E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados (Rm 8.17).

Agora, temos acesso a todos os bens do nosso Pai; coisa alguma nos está impedida. A Palavra de Deus garante que tudo é nosso: Seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, seja o presente, seja o futuro, tudo é vosso (1 Co 3.22).

Caso ainda haja dúvida quanto ao fato de Deus querer que os Seus filhos desfrutem das boas coisas da vida, basta racionar: se os pais humanos têm prazer em realizar os desejos dos filhos, quanto mais o Pai Celestial, que é perfeito e amor, terá satisfação em atender aqueles que se chegam a Ele: Se, vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem? (Mt 7.11).

Podemos crer que o instituto da adoção, ao nos permitir ter o Senhor como o nosso Pai, fornece-nos tambem o direito de desfrutar de tudo aquilo que Ele possui: poder, habilidade, santidade, saúde, prosperidade e as demais bênçãos. Isso é fantástico! Somos herdeiros dAquele que criou todas as coisas e tem todo o poder nos Céus e na Terra. Tudo é nosso.

Se esse entendimento sacudiu você, não fique aí parado! Vamos! Assuma o seu lugar nessa nova posição! Deus almeja que os Seus filhos sejam intrépidos. Não temos mais de nos acovardar ante aos ataques do maligno. Medite sobre a sua condição em Cristo e passe a ser vencedor em todas as situações: Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou (Rm 8.37).

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