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22/05/2012 - O encontro com Deus

“Acordado, pois Jacó do seu sono, disse: Na verdade o SENHOR está neste lugar, e eu não o sabia.” (Gn 28.16).

A trajetória de Jacó muito tem a ver com a do cristão. Ele não era o primogênito, aquele que naturalmente herdaria a bênção. Mas, logo ao nascer, já tinha a sua mão presa ao calcanhar de seu irmão gêmeo. Por isso é chamado por muitos de enganador, o que é um erro. Jacó foi mais nobre que seu irmão e conquistou o lugar privilegiadíssimo de patriarca do povo escolhido e ancestral de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Examinando as Escrituras Sagradas, com a ajuda do Espírito Santo, constatamos que os acontecimentos na vida desse homem têm a ver com a vontade de Deus. O maior teria de servir ao menor.

A conquista da bênção – Quem é carnal sempre perderá, pois o pendor da carne é morte. Esaú não se preocupava com as coisas de Deus. Diz a Bíblia que ele era do campo – homem valente e caçador, porém rude. Jacó, bem ao contrário de seu irmão, vivia em tendas, de modo pacato, contemplativo e simples, mas, ao mesmo tempo, interessado nas coisas espirituais. Ele era uma pessoa que esperava em Deus. Quem espera no Senhor sempre vence.

Esaú, de pronto, arrumou duas esposas hetéias, que se tornaram uma amargura de espírito para os pais dele. Jacó resolveu esperar em Deus. Certo dia, Esaú chegou do campo com fome e viu que Jacó havia preparado um guisado de lentilhas. Pediu, então, ao seu irmão que lhe deixasse comer daquele prato. Jacó negociou e conseguiu de Esaú a promessa de trocar seu direito à primogenitura por aquela iguaria. Mais, tarde, Rebeca, a mãe, forçou Jacó a tomar posse daquilo que, licitamente, havia conquistado, fazendo-o vestir-se com as roupas de seu irmão para receber a bênção do seu pai, Isaque. Já ouvi pessoas famosas dizerem que ele roubou a bênção do irmão, ou que o enganou. Eu discordo, pois o próprio Isaque a Esaú disse: Veio o teu irmão com sutileza e tomou a tua bênção (Gn 27.35).

A importância da obediência – Certo dia, Isaque se dirigiu a Jacó e o mandou à terra dos familiares de sua mãe. Lá, deveria conseguir uma esposa (Gn 28.12) prontamente obedeceu. A obediência é um dos requisitos básicos para quem quer agradar a Deus. Nela há uma grande recompensa. As orientações do Senhor devem ser acatadas e jamais desprezadas, ou mesmo questionadas. Enquanto caminhava em direção de Padã-Arã, para onde fora enviado pelo seu pai, Jacó teve um encontro com o Senhor Deus que mudou sua vida. O Senhor prometeu que o acompanharia e faria dele uma pessoa abençoada, assim como fez de seu pai Isaque e de Abraão, seu avô.

A decisão acertada – Durante sua caminhada, Jacó chegou num certo lugar. Já estava anoitecendo. Ele parou, escolheu uma pedra, colocou-a como cabeceira, e ali deitou sua cabeça. Ao dormir, sonhou que via uma escada colocada unindo a terra e o céu, na qual os anjos de Deus subiam e desciam (Gn 28.12).

Como já firmei, a trajetória de Jacó tipifica a nossa. Enquanto é dia, devemos caminhar; isto é, enquanto a Palavra nos está sendo revelada, é preciso prosseguir, tomar decisões. Mas, quando a noite cai (as revelações cessam), é necessário parar e não dar nem mais um passo; ou seja, não devemos tomar decisões até que o sol (Palavra) volte a brilhar (revelar-se). A vida natural muito se assemelha à vida espiritual.

Ele escolheu uma pedra, aquela que mais lhe agradou e fez dela sua cabeceira. Isso nos ensina que devemos escolher uma das promessas que Ele nos tem feito e colocar sobre ela a nossa fé. Enquanto dormia, o Senhor Deus deu a Jacó uma revelação e lhe conferiu promessas que havia feito a seus pais. Acordado, ele tomou a pedra que lhe servira de cabeceira, derramou sobre ela azeite e fez dela a coluna da casa de Deus. Esse fato nos revela uma bela lição: devemos assumir aquela promessa que o Senhor Deus mais usou para nos falar, colocar sobre ela nossa unção, e torná-la nossa plataforma de vida e coluna do nosso ministério.

Em 1984, depois de passar um pouco mais de dois anos sofrendo com um resfriado, ou rinite alérgica, o Senhor me permitiu conhecer, enquanto lia no livro O Nome de Jesus, de Kenneth Hagin, a doutrina da fé real, a qual chamo de determinação. A revelação iluminou meu coração e me abriu o entendimento para duas passagens bíblicas que eu já conhecia de cor, mas que nunca havia compreendido bem. A primeira está em João 14.13, em que se lê: E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Num abrir e fechar de olhos, eu vi onde estava errando. Hagin escreveu que a palavra pedirdes fora mal traduzida. Esse verbo, no grego, tem sentido de exigir, determinar. A partir daí sabia que não precisava mais pedir a minha cura, mas determiná-la, ou exigí-la.

A segunda passagem se encontra em Marcos 11.22.23: E Jesus respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus, porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito. Era só seguir orientações. Foi o que eu fiz.

Seria uma loucura completa de minha parte, se eu desprezasse a pedra (revelação) e ficasse orando ao Senhor para que Ele me desse uma nova revelação. Aquela pedra, que o Senhor acabara de me dar, como a porta do céu. Ao reivindicar o que aprendi, o meu resfriado acabou completamente. Tudo que fiz foi colocar sobre a pedra a minha unção – o meu entendimento. Desde então, essa “portinha”, que é a revelação, tem me ajudado entrar pala Porta (Sl 100), que é o Senhor Jesus, e assumir tudo o que me pertence em Cristo. O nosso encontro com Deus se dá na revelação da Palavra que Ele nos permite ter. É na revelação da Sua Palavra que o Senhor está.

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