20/02/2016 - A INDIGNAÇÃO DO SENHOR

E aproximou-se dele um leproso, que, rogando-lhe e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. 

Marcos 1.40

Após o sermão do monte, um leproso se aproximou de Jesus e disse que Ele podia curá-lo se quisesse. A resposta do Mestre foi de indignação, como lemos em Marcos 1.41, na versão NVI. Ele ouviu o suficiente para receber a bênção, mas preferiu agir como os religiosos. Ele não precisava aproximar-se do Mestre (já havia feito isso ao dar ouvidos à Palavra) nem rogar, colocar-se de joelhos e dizer “se quiseres”. A fé que receberá era suficiente para sará-lo.

Jesus foi movido de íntima compaixão, indignando-se com a maldade que um ensino do homem faz com as pessoas e as leva a tentar de tudo no afã de serem atendidas por Deus, menos agir por fé – o que verdadeiramente agrada ao Senhor. Você não receberá nada do Alto por se arrastar e tentar bendizer a Deus, e sim por aprender o que lhe pertence, tomar posse disso e, então, louvá-Lo pela dádiva obtida.

É grande o número de pessoas que não consegue a cura, o perdão, a prosperidade ou qualquer outra bênção por não agir como o Senhor ensinou. Depois de receber a fé, você deve ordenar que o mal saia e crer que se fará o que diz. Assim, tudo o que disser lhe será feito (Mc 11.22,23). Se aceitou Jesus como Salvador, tornou-se filho de Deus, herdeiro com Cristo do que o Pai diz ser nosso.

Muitos pregadores, após terem entregado a mensagem que produziu fé nas pessoas, afirmam que Deus, provavelmente, operará no meio delas. Esse é um grande erro causado, possivelmente, por não crerem no que ministram ou não terem certeza de que o Pai os ouvirá. A nossa palavra deve ser sim, sim e não, não (Mt 5.37). Quando agem assim, destroem a certeza que eles tinham levado às pessoas, e isso enfurece o Senhor!

Jesus também ficou indignado ao ver os cambistas e vendedores de pombos fazerem da casa de Deus um covil de ladrões. Ora, os sacerdotes, escribas, fariseus e anciãos do povo eram zelosos em relação à guarda do sábado, mas não ligavam para o comércio no recinto sagrado. Ao ver isso, o Mestre pegou uma corda, fez dela um chicote e açoitou os que usavam o templo para motivos impróprios. Ele ainda faz o mesmo hoje.

Em Cafarnaum, a palavra ministrada por Cristo iluminou uma mulher que sofria de um grave problema na coluna. Ao vê-la deixando de tomar a devida atitude, Ele a chamou a Si e lhe disse que estava livre do mal. Como ela nada fez, Ele impôs as mãos, e ela se endireitou. O príncipe da sinagoga ficou furioso. Jesus, no entanto, indignou-se com a reação maligna dele, chamando-o de hipócrita, pois fazer o bem é mais importante do que regras religiosas.

O Salvador deve estar indignado conosco, pois devemos tê-Lo como exemplo para que, assim como Ele fez, façamos nós também. Cristo nos chamou para executar a Sua obra, e não a nossa. Ele nos deu o Seu Espírito para que curemos os enfermos e libertemos os oprimidos. Se não fazemos isso, somos servos infiéis. 

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares