05/11/2017 - A UNÇÃO DE PERDOAR

Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados; e, àqueles a quem os retiverdes, lhes são retidos.

João 20.23

Depois de Se revelar a Maria, o Salvador entrou na casa onde estavam reunidos os 12 apóstolos e os saudou, dizendo: Paz seja convosco! (v. 19). Ele mostrou-lhes as mãos com os buracos feitos pelos cravos e o lado pelo qual a espada penetrou em Seu corpo, fazendo sair os últimos sinais de sangue e água, e disse outra vez: Paz seja convosco! (v. 20, 21). Então, claramente falou que, assim como o Pai O tinha enviado, Ele enviava os discípulos ao mundo. Então, deu-lhes instruções sobre o perdão.

Após tê-los saudado pela segunda vez, Cristo assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo (v. 22). Será que temos dado a devida atenção ao Espírito do Senhor? Ainda que Ele não tivesse vindo como Consolador, deveríamos examinar a Sua missão. O fato de Cristo ter soprado sobre os discípulos e dito que O recebessem mostra a importância do Espírito na vida de quem recebeu a mesma missão de Jesus. Procure encher-se do Espírito!

Quando eles receberam a unção do Alto, o Senhor falou sobre a obrigação de quem tem o Espírito Santo de perdoar a todos os ofensores. Se retiverem o agravo, este lhes será retido, e, então, os transgressores não serão perdoados. Por que sermos considerados responsáveis pelo sofrimento destinado aos transgressores pela eternidade? Ora, o Espírito de Deus nos foi dado para termos condições de perdoar a quem nos fez sofrer.

Se o Senhor está pronto para nos perdoar de toda transgressão, por que não fazermos o mesmo? Agora, não podemos nos deixar levar pela opinião das outras pessoas e de familiares bem próximos, pois o perdão é um assunto de vida e morte para nós e para quem errou. Se perdoarmos, a pessoa será perdoada, mas, se retivermos o seu pecado, este não será perdoado. A responsabilidade do ofendido é tão grande quanto à do ofensor.

O perdão é concedido, diante de Deus em uma oração sincera e definitiva, a todos os que nos afrontaram, sem que seja levado em consideração o tamanho da maldade. Porém, temos de observar o que foi dito por Jesus em Lucas 17.3: Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. Embora a pessoa tenha dito ao Senhor que perdoa ao transgressor, este precisa se arrepender verdadeiramente e pedir perdão a ela.

É dessa forma que Deus age em relação às nossas faltas. Cristo pagou o preço da redenção; porém, se não reconhecermos as nossas iniquidades, não nos arrependermos nem confessarmos o que fizemos, jamais seremos perdoados. Quando alguém que lhe causou um prejuízo físico ou moral se dirigir a você e lhe pedir perdão, ele deve confessar tudo, inclusive o motivo de lhe ter feito mal, para que você avalie se ele está arrependido ou não.

Jesus disse que devemos olhar para nós mesmos, a fim de não atrapalharmos o trabalho do Espírito Santo, o qual leva o pecador a reconhecer o seu erro. Não podemos chegar diante dele e dizer: “Sei que você errou contra mim, peça perdão, e eu lhe perdoarei agora”. O Espírito de Deus irá convencê-lo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8).

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares