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22/05/2012 - O adultério

Atualmente, os meios de comunicação, principalmente a televisão, criaram o conceito de que o adultério é algo normal e, por isso, entre as pessoas que não servem a Deus, ele é aceito como parte da vida. Entretanto, há pouco tempo, esse ato insensato era considerado crime até na lei brasileira. A família está em perigo. Por causa desse pecado, muitos sequer se recordam do número de vezes que se casaram ou foram “morar” com alguém.

Há pais que, nos fins de semanas, têm de passar em duas, três ou mais casas para pegar filhos – estes com comportamentos diversificados, de acordo com a educação que recebem – a fim de levá-los para passear. Essa não é a vida que o Senhor Deus intencionou para os Seus filhos. Querido leitor, tenho certeza de que, por trás do adultério, existe a ação de uma potestade. Leia atentamente esta mensagem e aprenda a não se deixar levar por esse espírito que tem dominado muitas vidas.

TEMOR AO SENHOR – A Bíblia é clara sobre o adultério, a separação e o divórcio, os quais são detestáveis para o nosso Criador. Tais desvios, no entanto, têm-se tornado “comuns” até entre o povo de Deus. O que tem faltado a muitos é temor ao Senhor. O que faz uma pessoa adulterar? Curiosidade? Necessidade de encontrar uma pessoa que seja o amor de sua vida? Incapacidade de o cônjuge realizar o outro? Mente fraca? Repito minha opinião: a causa do adultério está na falta de temor ao Senhor. Veja algumas bênçãos que estão à disposição daqueles que temem a Deus (a lista poderia ser bem maior, porém, por falta de espaço, cito apenas algumas): Compartilham do segredo do Senhor: O segredo do SENHOR é para os que o temem; e ele lhes fará saber o seu concerto (Sl 25.14). Recebem a bondade de Deus: Oh! Quão grande é a tua bondade, que guardaste para os que te temem, e que tu mostraste àqueles que em ti confiam na presença dos filhos dos homens! (Sl 31.19). O Senhor os contempla: Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia (Sl 33.18). O anjo os guarda: O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra (Sl 34.7). Não têm falta de coisa alguma: Temei ao SENHOR, vós os seus santos, pois não têm falta alguma aqueles que o temem (Sl 34.9). Não lutam sozinhos: Deste um estandarte aos que te temem, para o arvorarem no alto peta causa da verdade (Sl 60.4). Possuem uma herança: Pois tu, ó Deus, ouviste os meus votos; deste-me a herança dos que temem o teu nome (Sl 61.5). Têm a salvação: Certamente que a salvação está perto daqueles que o temem, para que a glória habite em nossa terra (SI 85.9). Têm os dias aumentados: O temor do SENHOR aumenta os dias, mas os anos dos ímpios serão abreviados (Pv 10.27). Escapam dos laços da morte: O temor do SENHOR é uma fonte de vida para preservar dos laços da morte (Pv 14.27).

O ADÚLTERO É UM PROFANO – Profana é a pessoa que despreza as instituições estabelecidas pelo Senhor. Esaú era o filho primogénito de Isaque e Rebeca, e era também gémeo de Jacó, o qual nasceu logo a seguir, preso ao calcanhar do irmão mais velho. Naquela época, havia a instituição da primogenitura, o que significava a dedicação de uma bênção especial do pai ao filho mais velho, a liderança sobre a família após a morte do pai e o recebimento de uma herança em dobro em relação à dos demais filhos. Desde cedo, Esaú se encantou com a vida selvagem. A caça era a sua paixão, e ele costumava passar horas na mata. Quando voltava, Esaú preparava as suas presas e convidava o pai para saboreálas, fazendo com que Isaque o admirasse. Jacó era um homem que vivia em cabanas, contemplativo e mais espiritual. Um dia, Esaú, ao retornar do campo, chegou cansado e viu que o irmão havia preparado um suculento prato de lentilhas. Então, Esaú pediu-lhe que lhe desse um pouco daquele alimento. Jacó lhe perguntou se ele lhe venderia o seu direito de IBI primogenitura por aquele prato de lentilhas. Sem pensar nas consequências, Esaú respondeu que “sim”. Eis a narrativa: E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo e estava ele cansado. E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peco-te, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso, se chamou o seu nome Edom. Então, disse Jacó: Vende-me, hoje, a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer, e para que me servirá logo a primogenitura? Então, disse Jacó: jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a faço. E faço deu pão a Esaú e o guisado das lentilhas; e ele comeu, e bebeu, e levantou-se, e foi-se. Assim, desprezou Esaú a sua primogenitura (Gn 25.29-34). Tal ato displicente de Esaú foi considerado profano pelo Senhor, daí lermos na Epístola aos Hebreus: E ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar, vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas, o buscou (Hb 12.16,17). Esaú considerou sem valor a instituição da primogenitura; o que desejava era satisfazer o seu apetite. Depois, quando caiu em si, com lágrimas, buscou arrependimento, pois queria herdar a bênção, mas foi rejeitado. Você pode estar pensando: “O que toda essa história tem a ver com o adultério?” Explicarei: assim como Esaú profanou a instituição da primogenitura, quem se dá ao adultério está profanando a instituição do matrimónio, cuja origem está no Senhor. As desculpas podem ser muitas e variadas para que uma pessoa caia em adultério, contudo, nenhuma delas resiste à seguinte confrontação: quem teme o Senhor tem prazer em Sua lei e abomina o pecado.

O DIVÓRCIO NÃO É UM ESCAPE – Há casados que vêem na lei dos homens uma “brecha” para se envolverem com outra pessoa. Essa “abertura” chama-se divórcio. Entretanto, tal instituto é aborrecido pelo Senhor, pois não é a Sua vontade, e, portanto, não deve ser aceito por quem ama, de fato, a Palavra de Deus: Porque o SENHOR, Deus de Israel, diz que aborrece o repúdio [divórcio] e aquele que encobre a violência com a sua veste, diz o SENHOR dos Exércitos; portanto, guardai-vos em vosso espírito e não sejais desleais (Ml 2.16). Não é boa coisa gostar daquilo que o Senhor aborrece… O divórcio é abominado pelo Senhor e só foi permitido em uma única exceção, no caso de adultério – e isso por causa da dureza do coração de quem não conhece o que é perdão: Então, chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo? Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o l homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem. Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la? Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher; mas, ao princípio, não foi assim. Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério (Mt 19.3-9).

Seremos julgados pela Palavra do Senhor. Isso alarmou os discípulos, que, conscientes dos problemas que surgem no casamento – por causa da rendição que alguns cônjuges fazem ao inimigo -, manifestaram-se perplexos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar (v. 10). O Senhor Jesus não apoia a decisão de alguém permanecer solteiro somente pelo temor de haver algum problema futuro no casamento,mas apenas no caso de uma pessoa receber esse dom: Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem receber esta palavra, mas só aqueles a quem foi concedido. Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pêlos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos por causa do Reino dos céus. Quem pode receber isso, que o receba.

A verdade é que de nada adianta argumentar, citar casos, falar de necessidades, pois o Senhor é Deus de milagres e pode fazer o que for necessário para manter um casamento e torná-lo feliz. Voltando ao exemplo de Esaú, para ele, o que importava era satisfazer o seu apetite imediato, o resto… Bem, o resto de nada valia. Não é isso o que acontece às pessoas que cedem à tentação? Quem não respeita o que foi instituído pelo Senhor, mais tarde, ouvirá de Seus lábios: E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo? (Lc 6.46). Alguns dizem que Deus os compreende, que Ele sabe o que sofreram, e, por isso, está até permitindo que sejam usados em Sua obra, fazendo-os transmitir a Palavra, expulsar demônios e operar milagres. Isso pode servir como justificativa à sociedade, mas não será argumento para o Dia do Julgamento. Muitas pessoas se surpreenderão ao constatarem que a Palavra de Deus não muda! O Senhor Jesus nos adiantou qual será a 9 Sua resposta a quem profana os institutos divinos: Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome7 E, em teu nome, não expulsamos demónios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartaivos de mi m, vós que praticais a iniquidade (Mt 7.22,23).

E OS RECÉM-CONVERTIDOS? – Uma coisa é a pessoa já ter sido iluminada com a Palavra, ter-se “convertido” ao Senhor, mas tomar atitudes contrárias à vontade de Deus. Outra, bem diferente, é alguém viver nas trevas, com a vida enredada pelo diabo, mas, um dia, ouvir a Palavra do Senhor, atender ao Seu apelo e converter-se a Ele. Essas são atitudes diretamente opostas entre si. Há pessoas que, mesmo se dizendo cristãs, procuram encontrar uma oportunidade para ter uma nova experiência conjugal, abandonando o companheiro e contraindo casamento com outra pessoa. O apóstolo Paulo enfrentou em seus dias um problema que ocorre ainda hoje: Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe (1 Co 7.12,13). Paulo referia-se à situação dos irmãos que, ao se converterem, já estavam casados: o que fazer no caso de o cônjuge não receber também o Senhor Jesus? Claramente, o apóstolo ensina que, se o descrente não repudiar o cônjuge cristão, este deve permanecer casado, pois, dessa forma, a família é santificada: Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas, agora, são santos (v. 14). Um pouco antes, Paulo falara que o cristão divorciado não deveria casar-se novamente, mas, ao contrário disso, deveria lutar para fazer seu casamento: Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher (v. 11). Dessa forma, o conselho vale para todo cristão, quer recém-convertido ou não. Paulo concluiu o assunto de forma brilhante, dizendo que cada um deveria ficar na posição em que fora chamado pelo Senhor: E, assim, cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um, como o Senhor o chamou. É o que ordeno em todas as igrejas (v. 17).

A LOUCURA DOS ADÚLTEROS – As Escrituras nos advertem a que sejamos sábios, vigiemos, pois o nosso adversário quer tragarnos: Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragara (1 Pe 5.8). Eu era menino, contando meus oito ou nove anos, sem saber ao certo o que era o adultério, pois ainda tinha um entendimento muito pequeno dessa coisa vil, mas o que li na Palavra de Deus causou um impacto tão grande em minha vida, que logo orei, dizendo: “Senhor, eu jamais quero cometer esse ‘negócio’ de adultério. Livra-me disso, Senhor!” A Palavra alerta: O que adultera com uma mulher é • falto de entendimento; destro! a sua alma o que tal faz. Achará castigo e vilipêndio, e o seu opróbrio nunca se apagará. Porque furioso é o ciúme do marido; e de maneira nenhuma perdoará no dia da vingança. Nenhum resgate aceitará, nem consentirá, ainda que multipliques os presentes (Pv 6.32-35). De que adianta uma pessoa ser infiel ao cônjuge? O prazer que o relacionamento ilícito gera é acompanhado de peso de consciência (no caso daqueles que ainda não a têm cauterizada), de sofrimentos físicos (pois o diabo passa a ter acesso à vida da pessoa, causando-lhe diversos males) e, acima de tudo, do distanciamento de Deus – e isso será por toda a eternidade, caso a pessoa, antes de morrer, não se arrependa e não entregue a vida a Jesus. Um dia, quando estivermos ante o Tribunal de Deus, tudo virá à tona; por mais secreto que o ato tenha sido, ele será exibido a todos (isso não vale para quem for redimido, pois a Bíblia diz que, quando Deus nos perdoa, Ele apaga, esquece completamente os nossos pecados – Is 43.25; Mq 7.19)! Que loucura! Que vergonha eterna acompanhará o infiel! W. V. Grant, em seu livro A maior Reunião de todos os tempos, assim adverte às mulheres infiéis – mas tal advertência serve também aos maridos infiéis: Vós mulheres que traís vossos maridos, os demónios da sensualidade vos farão abraçar e beijar as chamas do inferno por toda a eternidade.

É HORA DE ARREPENDIMENTO – Se Você já cometeu esse pecado, mas, até então, achava que era “normal”, confesse-o agora ao Senhor e peca-Lhe perdão. Se você está praticando adultério, pare com isso hoje mesmo e rogue a Deus que lhe perdoe e o liberte desse espírito. Se você é tentado a adulterar, repreenda esse demónio que quer fazê-lo cair e peça forças ao Senhor para resistir ao mal. Observe o que é correio, pratique a justiça de Deus em todo tempo (Sl 106.3); ore como o salmista, e Deus lhe perdoará e dará vestes alvas como a neve. Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares. Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria. Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve. Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste. Esconde a tua face dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustem-me com um espírito voluntário. Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão. Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça. Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor. Porque não comprazes em sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos. Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus (Sl 51.1-17).

 

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