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22/05/2012 - Livre-se das maldições

De uma hora para outra, começou-se a ensinar em muitos segmentos evangélicos que a causa provável do sofrimento de alguém poderia ser uma maldição. Logo surgiram torrentes de quebradores de maldição, que não fazem outra coisa senão ficar rompendo repentinamente as tais maldições.

A quebra ou a recusa de maldições é um assunto que precisa ser muito bem esclarecido, sob o risco de cairmos no erro desprezar o que o Senhor Jesus fez por nós no Calvário, enquanto ficamos tentando lidar com aquilo que já foi colocado sobre o nosso Salvador.

Que as maldições existem é fato inegável. As assim chamadas “hereditárias” não são a cruz que determinadas famílias tem de carregar, mas são mostra de que os demônios, por terem encontrado a porta sempre aberta em tal família, insistem em fazer com que todos os descendentes daquele tronco sofram. Há ainda as maldições que os pais lançam sobre os filhos, e estes, sem conhecer o que a Escritura diz sobre todos os seres humanos, amedrontam-se permitindo que o mal os alcance. Existem também aquelas que são lançadas por líderes religiosos, os quais, diabolicamente, obrigam suas ovelhas a fazerem o voto de nunca abandoná-los. É oportuno falara também das maldições que surgem por causa e certas lendas populares que enredam, nas teias do príncipe das trevas, os que a elas dão ouvidos.

Um assunto sério – O tema maldição e a sua conseqüente quebra ou recusa é por demais sério. Milhões de vidas estão sofrendo, perdendo bens, saúde e paz. Casamentos são desfeitos, vidas arruinadas por causa de alguma maldição real ou imaginária que domina as pessoas. A verdade é que sem revelação da Escritura sobre o assunto, não iremos obter libertação alguma. Também pouco adiantará ter somente o conhecimento intelectual do que foi feito por nós.

O que de fato nos livrará de toda e qualquer opressão do inimigo é o entendimento que vem ao nosso coração por intermédio da Palavra de Deus, dando-nos a certeza do que já nos pertence em Cristo, e a nossa firme disposição de fazer valer o nosso direito nEle. Por outro lado, mesmo sabendo que Ele nos substituiu, se não recusarmos qualquer tipo de sofrimento – pois todo sofrimento que teríamos de experimentar, o Senhor Jesus já padeceu em nosso lugar – o inimigo continuará a nos oprimir, fazendo-nos padecer inutilmente aquilo que já foi sofrido pelo nosso Mestre.

Quase todos os cristãos garantem saber que o Senhor Jesus sofreu em lugar deles. Mas, o que a maioria não sabe é que isso não é apenas uma doutrina, ou uma declaração bonita; é a mais plena verdade. Via de regra, o cristão não admite que desconhece o real significado do que, na verdade, representa para todos os seres humanos o sacrifício do Senhor Jesus no Calvário. Ele é capaz de recitar de cor toda a doutrina da justificação, mas tudo da boca para fora, pois ele não consegue crer em seu coração.

Os seus olhos foram abertos – Há poucos dias, estava falando ao telefone com uma senhora cristã, quando ela me contou que, apesar de ter-se convertido há mais de 30 anos, ainda não tinha obtido a libertação completa. Ela está sofrendo com diabetes e vem orando insistentemente para que o seu corpo fique curado dessa maldição.

Na ocasião, ela me disse de como os seus olhos foram abertos após assistir a um dos meus programas na TV, no qual preguei sobre o Salmo 109.17, onde de lê: Visto que amou a maldição, ela lhe sobrevenha; e, pois que não desejou a bênção, ela se afaste dele. Aquela Senhora lembrou-se de que, desde menina, aceitava e confessava o que não servia.
Sua madrinha (ela fora batizada no catolicismo), mulher católica, muito rica, de alto padrão moral e social, sofria com diabete. Ela a admirava e se espelhava nela. Naquela época, as pessoas diziam que as afilhadas tornar-se-iam iguais às madrinhas. Ela, por completa ignorância do poder que têm as palavras, aceitava e confessava que, um dia, também sofreria com diabetes. Sem entender bem o que fazia, estava amando a maldição, e esta lhe sobreveio.

Ao receber aquele telefonema, fiquei a pensar em milhares de pessoas que também, inadvertidamente, permitiram que alguém, inspirado pelo diabo, plantasse em seu espírito a semente da maldição. Eu mesmo, quando pequeno, apesar de já ter-me convertido, costumava ler o horóscopo no jornal; prática que muitas pessoas ainda hoje cultivam, sendo tão nefasta e devastadora quanto a cocaína ou de qualquer droga. Ficava feliz quando o endemoninhado escritor dizia que as pessoas que nascessem no período em que nasci, do dito signo, seriam “remediadas” na vida. Aquilo me confortava e eu dizia a mim mesmo: “Eu não serei rico, mas também não serei pobre”. Só que vivia numa miséria que fazia gosto, ou melhor, desgosto.

Aquela maldição me acompanhou até o momento em que descobri a determinação. Exigi, então, que o demônio tirasse as mãos do meu dinheiro e de tudo que é meu. Até isso acontecer, sofri muito com escassez de recursos. Não foram poucas às vezes, na minha mocidade, em que tive de encher a barriga de água para poder dormir, tentando enganar a fome.

Um sábio conselho – O apóstolo Paulo nos ensina: Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem que se corrompe pelas concupiscências do engano (Ef 4.22). Apesar do Senhor Jesus ter levado todo o nosso sofrimento, precisamos despojar-nos do velho homem, que é escravo do diabo. É preciso pedir perdão ao Senhor Deus por todo lixo espiritual que temos aceitado em nossa vida. Temos de despir-nos do velho homem, e de todos os seus enganos.

Muitas pessoas, quando solteiras, ao saberem de alguém infiel no casamento diziam para si mesmas; comigo vai ser diferente. Se acontecer comigo, eu peço imediatamente o divórcio”. E, mais tarde, aconteceu de fato. O que diziam era como semente para que o diabo agisse na vida delas.

É preciso entender que a nossa redenção é um fato bendito. Hoje, não há a menor possibilidade de qualquer pessoa que queira livrar-se completamente de algum sofrimento não conseguir a libertação. O diabo, que oprime tantos indivíduos, já foi vencido por nós, por intermédio do Senhor Jesus. Quando Satanás tentar levantar-se na sua vida, repreenda-o para que ele “bata em retirada”. A Palavra diz que isso é privilégio de todo filho de Deus:

Sabemos que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca (1 Jo 5.18). Atualmente, fez-se necessário, tão-somente, vigiara nossa posição em Cristo e nunca descer dela. Não há quem possa tirar-nos da liberdade para qual o Senhor Jesus nos libertou: Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão (Gl 5.1).

Se lhe ocorre agora que seu problema é alguma maldição que lançaram sobre a sua vida, e você aceitou, vá imediatamente em oração ao trono de Deus, peça-Lhe o perdão e agradeça por Ele ter colocado tal maldição sobre o Senhor Jesus. Em seguida, diga ao diabo, em o Nome de Jesus, que você está livre; ordene-lhe que saia da sua vida, levando com ele todo o sofrimento. Quebrar ou recusar maldição é irrelevante. O que importa é livrar-se dela.

> Missionário Responde

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