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09/03/2022 - A INGRATIDÃO DOS FILHOS

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De todos os filhos que teve, nenhum há que a guie mansamente; e, de todos os filhos que criou, nenhum que a tome pela mão. Isaías 51.18

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Os israelitas voltariam para Judá, mas a nação que seria reinventada teria uma má e amarga surpresa: nenhum dos filhos nascidos no cativeiro a guiaria mansamente. A falta de estrutura espiritual de um povo leva-o a criar filhos sem conhecimento do Senhor, por isso a ingratidão será a norma entre eles. Ora, debaixo de qualquer governo opressor, as pessoas agem de modo irracional para sobreviver.

Onde há liberdade e amor a Deus, o povo procura conhecê-Lo e cumprir a vontade dEle. O homem que teme o Altíssimo é o melhor cidadão de qualquer país, não rouba os impostos e jamais deixa de cumprir seus deveres tributários e legais. Ele se torna um exemplo para os outros – o que ele não quer para si não quer para o próximo, e isso vai se multiplicando. 

Foi grande o prejuízo que os desajuizados governantes de Judá deram a essa nação. Ao desprezarem os mandamentos do Senhor, foram feitos escravos e, para vergonha deles, ninguém os elogiaria, como a Palavra prometera: E que gente há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje dou perante vós? (Dt 4.8). Sem temor a Deus, não há honra (Pv 22.4).

Por terem se entregado ao pecado, pela vida fácil e pecaminosa, aquelas autoridades cederam ao diabo, e tal qual é o rei tal é o povo. Muitas vezes, em uma família onde só há lembranças dos bons e maravilhosos tempos, os membros agem como se não conhecessem o Senhor e, por fim, pelas suas obras se conhece o tipo de fé professada por eles. Quem quiser ver a família bem deverá primar pelo respeito à Palavra. Ora, as promessas de Deus são condicionais. Havendo pecado, elas não se efetivam (Is 59.1,2).

Quando o povo procura a prosperidade fora de Deus, ele cai nos braços de um sistema falso de governo, onde alguns vivem bem e outros sobrevivem à custa de muito sacrifício. A Bíblia afirma: Bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR! (Sl 144.15b). Em uma nação sem Deus, as pessoas vivem como loucas ou feito robôs.

É necessário aprender sobre a paciência de Deus. Entenda: mesmo nos desviando por maus caminhos, o Pai celestial nos faz voltar à razão. Isso acontecerá com Israel no final dos tempos. Ao terem recusado Jesus, verão o quanto dói ficar fora da proteção dos Céus; porém, eles se converterão antes da volta de Cristo: E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades (Rm 11.26).

Durante 70 anos, os israelitas sofreram humilhação na terra de Bel, o deus dos babilônicos, mas nada impediria o Senhor de lhes dar o arrependimento necessário para retornar aos braços do Todo-Poderoso. Nem os filhos de Judá, nem os que foram enxertados na nação pelo proselitismo se prepararam para guiá-la de volta à sua terra. Mas Deus proveu suas necessidades!

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares

 

 

Senhor do retorno! Tu fizeste conforme disseste. Após os 70 anos na Babilônia, o império que conquistou o Teu povo viu as suas estruturas ruindo, e Ciro deu o “tiro de misericórdia” naquele reino que não soube tratar os Teus filhos. 

Eis a lição para não fazermos idêntico, e sim nos prepararmos para a vitória sobre as forças do maligno, vivendo em santidade e no Teu temor. Acorda-nos e nos dá o futuro prometido por Ti. Por intermédio de Jesus, não aceitamos viver sob o pecado!

A situação de Judá não era irreversível, porque a Tua Palavra nunca deixará de cumprir a Tua ordem. Canaã ficou vazia dos seus verdadeiros herdeiros, mas, com o fim do reino babilônico, voltaria a ser povoada pelos descendentes de Abraão, Teu amigo.

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