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05/09/2006 - Uso de Objetos é Bíblico? Onde há prova disso? - Comportamento

Como sempre é citado Atos 19:11-12, vou me prender somente a essa passagem. Paulo, mediante o Espírito Santo, queria nos passar em Atos 19:11-12 com relação as suas vestes. 1) Vers. 11 - E Deus, pelas mãos de Paulo, fazia maravilhas extraordinárias, "Pelas mãos de Paulo" se encontra entre vírgulas dando uma parada na leitura como forma de dar ênfase que as maravilhas, a princípio, eram feitas através de suas mãos, ou através dele (Paulo). Os aventais não tinham e nem foram atribuídos a eles poderes algum. 2) Vers. 12 - de sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saiam. A expressão "de sorte" e "se levavam" é uma prova que Paulo não distribuiu nada para ninguém, os aventais eram levados involuntariamente, ao contrário de como é feito nas igrejas evangélicas hoje. Mesmo porque nós não podemos imaginar coisas que o texto não diz. Se forçássemos a imaginar que Paulo distribuiu pedaços de suas vestes estaríamos caindo em um profundo erro teológico chamado "Alegorizar" que significa fantasiar o texto sendo que o mesmo não permite este tipo de imaginação. "Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor" (Isaías 55:6). Eu os amo muito em Cristo Jesus, mas não consigo entender. Vamos pensar juntos, alguns dos objetos usados eram coisas pessoais dos homens de Deus, como a capa de Elias, o bordão de Eliseu, as vestes de Jesus, os lenços e aventais de Paulo e, num certo sentido, a sombra de Pedro. Eles só foram empregados por isso. O alvo era mostrar o extraordinário poder de Deus sobre tais homens. Quando refletimos no fato de que somente coisas pessoais dos profetas, do Senhor Jesus e dos apóstolos foram usadas, perguntamo-nos se nossos objetos pessoais teriam o mesmo poder. Nenhum dos objetos empregados na Bíblia preservaram algum "poder" em si mesmos após o milagre ter ocorrido. A serpente de bronze, até onde sabemos, não foi mais usada para curar mordidas de serpentes após o incidente no deserto, muito embora os judeus supersticiosos passassem a adorá-la como a um deus. É natural supor que Eliseu, após usar o manto de Elias para abrir as águas, usou-o normalmente como peça do seu vestuário, sem que o mesmo exercesse qualquer poder mágico nas coisas em que tocava. O sal, a farinha e o pedaço de pau que ele usou para fazer milagres foram tirados da vida normal e retornaram a ela após seu uso. Não retiveram qualquer propriedade miraculosa em si mesmos. Semelhantemente, os lenços e aventais de Paulo tiveram um uso especial somente em Éfeso, e provavelmente somente durante um determinado período, ao longo dos três anos que o apóstolo passou ali. Em contraste, as igrejas da libertação ungem e abençoam objetos e atribuem a eles efeitos que permanecem muito tempo após a cerimônia. É algo bem diferente do uso ocasional feito pelos profetas e apóstolos. Desculpe me estender, mas esse assunto, é muito delicado, até sugiro ao Senhor Missionário R.R Soares, se possível claro uma publicação em sua revista com a visão da IIGD baseada na Palavra para tal uso dos objetos. Mas fico no aguardo da resposta aqui nesse espaço de perguntas e respostas, pois muitos como eu têm essa dúvida. Obrigado e que Deus nos ensine sempre pela Palavra.

Resposta:
Essa questão já foi tratada várias vezes nesta coluna (busque objetos ungidos ou campanha), mas parece que o irmão pretende estabelecer um debate sobre o assunto, coisa a que esta coluna não se destina. De modo suscinto, respondo: (1) Ninguém é obrigado a crer ou fazer campanha nenhuma em nossa igreja, mas ninguém deve impingir seu ponto de vista sobre o outro (Rm 14); (2) o texto citado diz explicitamente que os objetos tinham poder sim, pois as enfermidades e os espíritos saíam à vista desses objetos e não só pelas mãos de Paulo; (3) é inferência sua dizer que os objetos eram levados contra a vontade do apóstolo, pois o texto diz explicitamente que eram levados do seu corpo, isto é, não eram roubados ou tirados às escondidas, mas distribuídos com anuência de Paulo, até porque, do contrário, ele mesmo censuraria tal prática, coisa que nunca fez; (3) como você mesmo destaca, há muitos outros objetos no AT e NT que foram instrumentos de libertação e cura, naturalmente por obra do poder de Deus e não deles, o que mostra que o uso de objetos como pontos de apoio à fé não é antibíblico; (4) se alguém abusa de campanhas e objetos ungidos, isso só mostra que há bons e maus obreiros, como em qualquer outra função humana, mas isso não invalida uma prática que já trouxe à fé em Cristo milhares de pessoas (veja as outras respostas sobre o assunto); (5) quem não quiser participar de campanhas tem toda liberdade, mas não deve impedir os que assim desejam. Você se diz membro da Sede de SP, deve, portanto, tirar suas dúvidas ou discutir esse assunto com seu pastor. Por tudo isso, não trataremos mais dessa questão neste espaço.


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