15/04/2022 - LIVRAMENTO ANTECIPADO

Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós.

1 João 2.19

É difícil ver alguém ir para o mundão após ter nascido de novo, começado a andar com o Senhor e a dar bom testemunho. Isso pode acontecer por vários motivos que não justificam largar o ministério. Veja, jamais amaldiçoaremos essa pessoa, mas fica um sentimento ruim e a pergunta: onde erramos? Hoje, Deus nos consola, para que a tristeza não seja aumentada. Vamos estudar os motivos que também se referem a outras uniões.

Diversos casamentos terminaram, porque uma das partes achou que a outra envelheceu depressa. Então, quando apareceu alguém com mais dinheiro ou beleza, aconteceu o rompimento. João, que foi desterrado para a ilha de Patmos, disse: Saíram de nós. Ele se referia às pessoas que se separaram do nosso grupo. Ora, quando a missão vem do Senhor, a solução é linda, honrosa e abençoadora, como o casamento dos filhos.

É triste ver que muitos beneficiados desprezaram o plano de Deus, declarando-se livres. Os propósitos vieram do Altíssimo ou de um coração cobiçoso de torpe ganância? Está escrito: Busca seu próprio desejo aquele que se separa; ele insurge-se contra a verdadeira sabedoria (Pv 18.1). Esse indivíduo comete dois erros: busca o próprio interesse, e não do Reino, e insurge-se contra a verdadeira sabedoria. Haverá problemas no Juízo!

João disse que não pertenciam ao nosso meio, pois já haviam se separado há muito tempo antes de tomar a má decisão. Eles estavam debaixo da cobertura que nos guarda desde o princípio, porém, ao saírem por qualquer motivo, sem ser a chamada vinda de Deus, quem os guardará? Ora, a derrota é certa quando um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas têm passado sobre mim (Sl 42.7).

Desde o momento em que aceitamos Jesus como Salvador, o diabo nos rodeia, oferecendo sua “ajuda”, mas, na verdade, ele quer nos tirar do desígnio original do Senhor. Quem deseja cumprir o traçado do Céu deve ficar esperto, porque o maligno o tentará de todos os modos. Alguns haviam caído em pecado; outros só alimentaram os erros no coração e, depois, descobriram o quanto foram enganados. Sem a unção do Alto, nada podemos fazer (Jo 15.5). Misericórdia!

Se essas pessoas tivessem se esforçado para resistir ao diabo, elas ficariam conosco. Desde o momento da tentação, Deus sabe o futuro de quem se converteu. Se ele não der ao Altíssimo o senhorio de sua vida, partes da sua alma serão dominadas aos poucos pelo inimigo, como em uma guerra. Se a pessoa não se arrepende, um dia, causará um mal maior, pois já está nas mãos do diabo. Quem aceita a opressão é vencido pelo maligno!

Deus permite essas separações para mostrar que os filhos estranhos causam mais mal do que bem; afinal, não fazem parte do Corpo constituído pelo Senhor. O recado do Céu contido no Salmo 144.10-14 diz no final: Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR! (v. 15).

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares