01/11/2011 - ENDURECIDOS PELO ENGANO DO PECADO

Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado. 

Hebreus 3.13

Todo cristão deve esforçar-se para não deixar seu coração se corromper, porque, se isso ocorrer, ele se apartará do Deus vivo. Isso é missão nossa, mas o recado divino não é só esse. A Palavra declara ainda que devemos exortar uns aos outros, durante o tempo que se chama Hoje. Esse tempo é aquele que a humanidade tem para viver sobre a face da Terra. Fazendo isso, agradaremos ao nosso Deus e Pai.

O grande perigo que nos ronda atualmente é o endurecimento do coração pelo engano do pecado. Como sabemos, este entrou no mundo com a queda de Adão e, desde então, tem levado muita gente a agir contra as regras divinas. O pecado é muito pernicioso e, por isso, nem deve ser estudado por quem não deseja passar a eternidade no sofrimento eterno. A pessoa que não se importa se sofrerá ou não pela eternidade nem sequer cogita isso.

O endurecimento pelo engano do pecado faz a pessoa esquecer-se do próprio filho, do que sofrerá com uma separação, ou da vergonha que passará diante de amigos, os quais, certamente, comentarão que ele ou ela foi infiel à sua metade. O pior é que essa humilhação nunca se apagará. Quem cai em adultério terá para sempre – por toda a eternidade – a marca do seu alucinado e vergonhoso ato estampada em seu rosto. 

O engano do pecado nos endurece em relação aos nossos direitos em Cristo. Há cristãos que não oram para serem curados, pois, em algum tempo, quando precisaram da cura, clamaram, mas não foram atendidos. Eles deveriam, então, diante da falta de resposta do Senhor, ter decidido buscar o Altíssimo a fim de saberem por que não foram ouvidos. Isso ocorre pelo fato de haver coisas que impedem o Senhor de operar.

Não são poucos os filhos de Deus que já aceitaram a miséria como algo normal. Concluem que, por conta de seus ancestrais terem sido pobres, eles também não conseguirão prosperar. Ora, a conversão quebra a maldição que domina famílias inteiras. Nenhum servo do Senhor deve aceitar a falta de recursos a qual o impede de viver com dignidade; afinal, Jesus veio para que ele tivesse vida com abundância (Jo 10.10b).

Deus não seria mal em nos falar do endurecimento pelo engano do pecado e, ao mesmo tempo, não ter providenciado um meio para que escapássemos desse flagelo. O Pai nos ensinou a exortar uns aos outros, pois, nessas admoestações, conseguimos entender o que nos falta, para que Ele opere em nosso favor.

O cristão deve aceitar esse mandamento divino como uma obrigação que pesa sobre si. Um dia, você, eu ou qualquer irmão em Cristo poderemos ser considerados responsáveis pela queda ou destruição de alguém, porque não fizemos o que nos foi mandado. Por isso, é preciso termos um viver consagrado a Deus, para que Ele possa usar-nos para Sua glória.

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares