22/08/2013 - CONFORME A SUA PROSPERIDADE

No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade, para que se não façam as coletas quando eu chegar.

1 Coríntios 16.2

Devemos honrar o Senhor como mordomos fiéis e reconhecê-Lo como Aquele que nos dá todas as coisas. A verdade é que não entendemos nada do mundo espiritual, a não ser aquilo que o Espírito Santo nos revela na Palavra. Por isso, não conseguimos separar o que é do maligno do que é de Deus. Há quem ache que o que possui veio do seu suor, mas, se o Senhor não o tivesse ajudado, tudo o que granjeou teria desaparecido.

Por outro lado, o que você possui é seu e, se não quiser dar nada a ninguém, pode manter tudo em seu poder. Nem mesmo o Altíssimo o obrigará a dar algo para a Sua obra, nem que seja um pouquinho. No entanto, Ele instituiu o estatuto do dízimo e da oferta para o nosso bem. Se confiarmos no Pai celestial e formos fiéis, veremos o quanto Ele fará por nós e, então, prosperaremos, o que dará a Ele uma alegria imensa.

Os que fecham a mão e não entregam o dízimo, não atendendo ao toque divino a fim de que ofertem para a obra de Deus, precisam entender que o Senhor não precisa de nada que possuem. O fato de nos ensinar a verdade sobre o dízimo e as ofertas é prova do Seu amor por nós (Ml 3.10). Contudo, se não dermos o que Lhe pertence, não veremos o Seu poder atuar em nosso favor, e, sem a ajuda divina, o inimigo roubará tudo o que conseguimos.

Ninguém conseguirá prosperar se não tiver a bênção do Altíssimo. Alguém pode conseguir muito recurso material, mas prosperidade é ter bens e o poder para deles desfrutar, e isso só ocorrerá com quem tem a unção divina em sua vida. Ao nos orientar sobre o dízimo, ofertas e demais oportunidades para investir em Sua obra, o Senhor mostra o caminho para barrar a ação do inimigo que tenta aqueles que possuem mais do que outros.

Por isso, jamais faça tocar a trombeta diante de você por ter devolvido o dízimo ou dado uma oferta, tampouco se deixe levar pelo pensamento de que, se não fosse pelas suas ofertas, a obra de Deus teria falido. Ora, Aquele que criou as riquezas minerais, os vegetais e as demais coisas tem condições de suprir as necessidades que a Sua obra venha a ter. Ele não perdeu a Sua capacidade de criar o que quiser do nada.

Deus disse que, se tivesse fome, não nos diria, pois todo o mundo e a sua plenitude são dEle (Sl 50.12). A verdade é que, se tivesse alguma necessidade, Ele não seria Deus. Portanto, jamais deixe o demônio da arrogância entrar em seu coração e contaminá-lo com suas mentiras. É a misericórdia divina que dura para sempre (Lm 3.22) e nos permite usar um pouco do que temos para participar da Sua obra.

A fidelidade em cumprir o mandamento com alegria impossibilita o inimigo de tocar em você e no que lhe pertence. Por outro lado, a recusa de ser usado pelo Todo-Poderoso abre a porta para que Satanás consiga minar suas reservas, enviar a ferrugem e a traça para corroer o seu tesouro. Não há nada melhor do que ser fiel a Quem jamais será infiel.

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares