15/09/2014 - PRÁTICA DO ANTIGO TESTAMENTO

Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, a minha veste era pano de saco; humilhava a minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para o meu seio. Portava-me com ele como se fora meu irmão ou amigo; andava lamentando e muito encurvado, como quem chora por sua mãe. 

Salmo 35.13,14

Davi se decepcionou ao ver as pessoas que ele ajudou se levantarem contra ele e se tornarem falsas testemunhas. Quando isso ocorre, a nossa primeira reação é não acreditar em tal atitude. No entanto, a verdade é que, no mundo, teremos aflições (Jo 16.33) e decepções. Assim, mais dia, menos dia, seremos surpreendidos por muitas pessoas com as quais não só fomos pacientes, como também em quem investimos todo o nosso conhecimento. Elas agirão desse modo por estarem afastadas da presença divina.

Mesmo na obra de Deus, nós nos deparamos com a traição de quem socorremos, e isso é muito triste. Dói saber que a pessoa sabe que o erro dela foi descoberto, mas, ao ser questionada, nega sem qualquer constrangimento. É doloroso constatar que alguns preferem ficar no engano e, por isso, não experimentarão a felicidade eterna. Que Deus tenha misericórdia desses indivíduos sem discernimento. 

É incrível como há quem se venda ao diabo e minta. Ora, ninguém deveria cair nas armadilhas malignas, pois, até o último momento, o Espírito Santo insiste para que a pessoa não erre (Jo 16.13). No entanto, muitos dos que caíram, convencidos pelo demônio a não se envergonharem, fecham-se e não se confessam; assim, perdem a oportunidade de serem perdoados (Pv 28.13). Porém, no último Dia, todos irão vê-los marchando para a perdição. 

Davi era piedoso e, ao narrar a sua atitude em relação aos doentes, mostra que a prática atual se assemelha à do Antigo Testamento. Temos de mudar por completo, pois Jesus nos ensinou como proceder diante do sofrimento de alguém. Não devemos imitar os religiosos, mas fazer valer os nossos direitos em Cristo e libertar os oprimidos. Afinal, já recebemos o poder.

É necessário agir corretamente diante dos enfermos, pois o Senhor levou as nossas doenças. Precisamos ensinar a Verdade a quem estivermos ministrando e, se o Espírito Santo nos revelar que o pecado é a causa dessa aflição, é imprescindível conduzir a pessoa ao arrependimento. Depois, é só usar a autoridade sobre o mal, exigindo que ele saia, pois temos poder sobre o maligno e suas obras. Esse é o segredo que fará muita gente ser liberta pela sua fé.

O Altíssimo nos manda curar os enfermos em vez de ficar chorando ao lado deles. Deixar de cumprir a determinação do Mestre é similar a dizer ao poder divino que a operação dele naquela vida é indesejável. Porém, cuidado! Você não tem de pedir ou ordenar aos anjos de Deus que façam a obra, pois eles só obedecem à voz da Palavra do Senhor.

Quando o cristão assume o seu lugar em Cristo e age com ousadia, o poder divino atua do mesmo modo que atuava nos dias de Jesus. Portanto, quando for ministrar, seja firme e determinado, exigindo a saída do mal. Entretanto, jamais ultrapasse a Palavra.

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares