02/12/2014 - A RESPOSTA QUE FUNCIONA

Saia a minha sentença de diante do teu rosto; atendam os teus olhos à razão.

Salmos 17.2

Toda oração que fazemos tem como objetivo a resposta do Senhor, mas ela não acontece só porque pedimos. Além de saber que Deus não é nosso empregado, e sim Senhor, precisamos aprender que nossa sentença, a declaração que emitiremos e fará o mal sair, tem de ser feita diante do rosto do Altíssimo – a revelação da Sua Palavra. Então, muitas vezes, bem mais rápido do que pensamos, teremos a bênção desejada.

Sem a revelação do que está escrito, nossos atos são meros rituais religiosos, que nada produzirão. Quando Jesus disse que não faríamos coisa alguma sem Ele, estava nos ensinando a agir como Ele agia (Jo 15.5). Se não seguirmos Suas orientações, não obteremos êxito algum em nossas determinações de fé. O próprio Filho de Deus explica que operava de acordo com o que o Pai lhe revelava, pois só fazia o que O via fazer primeiro (Jo 5.19).

Jesus explicou que as palavras que pronunciava, as quais levantavam os caídos, curavam os enfermos e expulsavam os demônios, eram-Lhe fornecidas diretamente pelo Pai. Da mesma forma, precisamos olhar para a Palavra, o Seu rosto, para receber a iluminação necessária e, com ela, a fé. Quem não atenta para as Escrituras nunca achará o bem (Pv 16.20). Ora, os rituais religiosos não têm poder em si mesmos.

Por muitos dias, o apóstolo Paulo, ao sair da cidade de Filipos para orar, chateava-se com o demônio que usava uma jovem para fazer adivinhações. Quando ele e seu grupo de obreiros passavam, ela dizia à sua plateia que se tratavam de servos de Deus, os quais anunciavam o caminho da salvação. Porém, um dia, ele se indignou e repreendeu aquele espírito, que bateu em retirada (At 16.17,18). Essa “revolta” é o Senhor dizendo o que deve ser feito; é como estar diante do Seu rosto.

O salmista termina o versículo pedindo a Deus que atenda à razão. Ele entendeu que aquilo que o Senhor revelava na Palavra era seu e, por isso, ele o chamou de razão, direito e propriedade. Quem aprende do Senhor o que lhe pertence na revelação do Seu rosto – as Escrituras – não mais agirá como mendigo, mas, sim, como proprietário de uma coisa certa e justa. Então, vai ao justo Juiz a fim de clamar que sua petição seja atendida como justiça, e não como favor.

Veja o que o Pai lhe diz pelas Escrituras e não desperdice tais palavras, pois, ao lhe informar algo, Ele concede domínio e posse. O que Deus lhe fala pode ser comparado a uma casa que alguém lhe dá; se temer a ameaça do bandido da área, você nunca morará naquela residência. Seja sempre firme em exigir o que é seu e, depois de orar, tome posse. Mesmo clamando de acordo com a Bíblia, se não assumir a bênção, jamais a terá.

Deus só pode ouvir a justiça; por isso, não peça o que não lhe foi dado. Ele só pode atender ao seu clamor, ao seu ato definitivo de posse do que lhe informou ser seu. Ao orar, não use argumentos humanos, mas somente as palavras do Senhor e, por fim, creia que Ele nunca deixaria de cumprir o que promete. É a sua atitude que faz a revelação se concretizar.

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares