03/11/2015 - O REINO DA OPRESSÃO

E os egípcios puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. E edificaram a Faraó cidades de tesouros, Pitom e Ramessés.

Êxodo 1.11

Os príncipes do mundo pensam diferente de nós, pois só veem o próprio interesse. Para eles, não passamos de massa de manobra. Embora os votos tenham o mesmo peso na eleição, depois de eleitos, os governantes não nos dão a menor importância. Não há saída, independentemente de onde você viva, porque o diabo tem como propósito fazê-los encher a medida da paciência divina. Coitado do povo, cujos dirigentes não temem o Onipotente!

Faraó não viu o propósito do Senhor na multiplicação dos israelitas no Egito e, por isso, tomou medidas para barrar o crescimento deles. Ora, quando algo vem do coração de Deus, não há como impedi-Lo. O Altíssimo estava em operação e, por mais zeloso que Faraó fosse, o plano divino prevaleceria. Ao mandar matar os meninos que nasciam, o rei do Egito não contava com o fato de que o Todo-Poderoso sabia agir bem e não cruzaria os braços.

Faraó nem pensou no castigo que o Senhor já lhe dava, o qual era como uma profecia: ele mesmo criaria, educaria e prepararia o libertador dos filhos de Israel. Por decisão divina, esse bebê foi colocado junto às águas onde a sua filha banhava. Ela não somente o criou, mas também, sem saber, encarregou a própria mãe do menino para tomar conta dele e, assim, ensinar sua origem e missão.

Na loucura de oprimir os israelitas, o governante egípcio escolheu os mais perversos do seu povo para atuarem como executores e, assim, “ensinar” os hebreus a não desejarem a liberdade, mas trabalharem dia e noite na fabricação de tijolos. Pobre rei! Operando Deus, quem O impedirá? Ao ver que seus recursos estavam aumentando, Faraó alegrou-se; porém, ao saber que os israelitas queriam ser livres, mandou que se lhes aumentasse o trabalho.

Essa é uma das estratégias do inimigo para que não busquemos o Senhor. Muitas vezes, sem explicação alguma, nós nos irritamos em casa, no trabalho e até em situações sem muita importância. Com isso, saímos dos mandamentos divinos e fazemos o que jamais deveríamos fazer. Ao ver que isso está ocorrendo, entre em oração e, após confessar o seu erro, volte para a normalidade e a segurança do Reino de Deus.

É bom ficar sempre alerta, pois, até mesmo entre irmãos – pessoas que você tem o maior interesse em ajudar –, poderão surgir confusões a seu respeito. No entanto, não se irrite com isso, porque essas situações acontecem como parte do seu treinamento, como ocorreu com José e, depois, Moisés. Desde que o Senhor esteja dirigindo os seus passos, não tente entender o que sucede durante a caminhada. A sua vitória é inevitável!

O preço que Faraó pagou foi por causa da sua insubmissão ao plano divino. Ao ver que os filhos de Israel prosperavam mesmo no cativeiro, ele sabia que a mão de Deus estava sobre esse povo; por isso, o melhor a fazer era se curvar ante o Deus de Israel. Entretanto, por alguma razão que não veio de Deus, ele continuou a servir os falsos deuses.

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares