16/11/2015 - IMITADORES DO MESTRE

E expulsavam muitos demônios, e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam.

Marcos 6.13

Depois de ter ficado admirado com a incredulidade do povo de Nazaré, o que O impediu de realizar ali grandes obras, a não ser curar uns poucos enfermos, Jesus passou a ensinar nas aldeias adjacentes. Mais tarde, reuniu os 12 discípulos e os enviou em duplas aos lugares onde Ele haveria de ir. O Mestre mandou que Seus servos fizessem o mesmo que tinham aprendido com Ele e, para isso, deu-lhes poder sobre os espíritos imundos a fim de que os expulsassem.

Um fato importante é que eles ungiam os enfermos com óleo; porém, será que inventaram isso ou aprenderam essa prática com Jesus? Sem dúvida, a segunda opção é a correta. Os discípulos viram que o mesmo que ocorria com o Mestre acontecia com eles. Já não havia dúvida de que a autoridade de Cristo funcionava com Ele presente e também com aqueles a quem esse poder fora delegado. Ora, se somos ministros do Evangelho, por que não temos visto o mesmo ocorrer conosco?

A primeira preocupação deles era que o povo se arrependesse, porque a obra de Deus é completa. Não adianta expulsar o demônio de uma pessoa e, depois, vê-la receber mais espíritos imundos e, ao morrer, marchar para a perdição eterna. Quem não cuida dessa parte tão importante não sabe o mal que faz a si mesmo. O julgamento começará pelos domésticos, por aqueles que, tendo recebido uma tarefa, não a desempenharam como deveriam. Cuidado!

O evangelho de Marcos revela que eles expulsaram muitos demônios. As suas reuniões eram iguais às de Jesus, e os nossos encontros de fé deveriam ser assim também. Não há por que deixar de executar completamente a nossa missão. Deixando de levar à libertação aos que estão possuídos, eles permanecerão no pecado e no sofrimento. No entanto, se quem ministra a Palavra assumir a autoridade concedida por Jesus sobre as forças do mal, as pessoas serão libertas.

Os discípulos ungiam as pessoas com óleo e as curavam. Não era só Jesus quem sarava os enfermos, mas eles também. Quem age em Nome dEle deve crer que pode fazer as mesmas coisas que Ele faria, caso estivesse aqui, ministrando. Isso mostra que o poder de Deus espera que passemos a agir como o Salvador e, então, não haverá nenhum caso de possessão de demônios que a ordem dada em o Nome de Jesus não obtenha êxito.

Os apóstolos terminaram a missão e voltaram ao Senhor para prestar contas. É assim que devemos agir logo após termos cumprido as ordens de Deus, pois, como Ele sabe de tudo e quer nos ensinar a realizar corretamente a missão que nos foi dada, se ficarmos aquém do que Ele mandou, o Salvador nos ensinará a reparar o erro. Aliás, seja franco com Jesus e não omita dEle nenhuma informação, para que Ele possa nos mostrar onde temos falhado.

Após terem dado o relato completo, o Mestre os convidou a ir a um lugar ermo, a fim de descansarem; na verdade, eles receberiam mais uma lição. Sabendo que Cristo tinha partido em uma direção, o povo correu para lá, e Ele, ao ver aquelas pessoas, teve compaixão delas e passou a ensinar-lhes muitas coisas. Que você jamais se canse ou feche o coração para os sofredores.

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares