22/01/2016 - O SEGREDO DOS PAIS

Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste.      

Salmo 22.4

Antes da vinda de Jesus, Deus falava com o povo por meio de sonhos, visões e pelo que estava registrado nos livros que, mais tarde, comporiam a Bíblia. Hoje, no entanto, Ele nos fala por intermédio de Seu Filho, na revelação da Sua Palavra. Temos de aprender o que precisa ser feito para que o poder divino entre em ação em nosso favor, ajudando-nos na solução dos problemas, assim como ocorria nos dias bíblicos. Então, teremos motivos a mais para glorificarmos o Senhor.

Os patriarcas e os chefes das famílias hebreias sabiam que deveriam orar e, depois, confiar, pois somente assim as petições são respondidas. O mesmo devem fazer todos os que servem a Deus hoje, pois esse registro vale como exemplo. Não há mágica na fé, mas obediência ao que o Altíssimo nos mostra e ordena. Os que não atentam para o fato de que o Senhor é Deus e, por isso, deve ser respeitado, quando precisarem, não O terão como tal a seu lado.

Uma ligeira olhadela nos relatos bíblicos deixa-nos com a impressão de que os servos daquele tempo tinham uma assistência divina maior do que a que temos hoje e, por isso, eram atendidos de pronto. No entanto, isso não é verdade, pois eles também passaram por momentos angustiantes, quando parecia que Deus os havia abandonado; porém, como eram obedientes, permaneceram firmes. A repetição de que confiaram mostra que não foram libertos imediatamente.

O salmista que Deus usou para escrever esse Salmo, o qual fala bastante sobre o que aconteceria com o Filho de Deus em Sua vinda, dá a entender que aquele povo nem sempre conseguia a resposta prontamente. Entretanto, mantendo-se confiante, era liberto. Sem dúvida, esse fato é uma lição para quem precisa de libertação de qualquer problema. A divina mão jamais deixará de operar em favor daquele que deposita sua fé em Quem é fiel cumpridor do que promete (Hb 10.23).

Desde a criação de Adão, o Onisciente deixou claro que era de muitíssima importância crer no que Ele falava, e quem não o fizesse morreria. Foi exatamente isso que ocorreu com os nossos primeiros pais. Mais tarde, a coisa ficou mais séria, pois, com a entrada de Satanás em nosso mundo, os seus demônios passaram a fazer de tudo para que as pessoas não fossem mais abençoadas. Para tanto, eles levavam a humanidade a perder a confiança no Senhor.

Na parábola da viúva e do juiz iníquo, Jesus falou que aquela mulher ia sempre à porta daquela autoridade para lhe pedir justiça. Ao repetir isso por vários dias, o magistrado ficou incomodado e, então, disse a si mesmo que, apesar de não temer a Deus nem respeitar homem algum, faria justiça àquela senhora que tanto o importunava. A seguir, o Mestre disse que deveríamos observar a decisão daquele juiz, afirmando que Deus faria justiça bem depressa (Lc 18.1-8).

Eles confiaram, mas não ficaram parados. Enquanto aguardavam que a justiça viesse, sem dúvida, lembravam ao Senhor todos os dias sobre o que queriam; com isso, por certo, conseguiam ver onde estavam errando. Quando Abraão disse a Deus que seu herdeiro seria o mordomo damasceno, o Senhor lhe avisou que Ele não tinha defeito algum, pois era o Todo-Poderoso. A seguir, ensinou ao patriarca hebreu que ele deveria andar em Sua presença e ser perfeito (Gn 15.2-4; 17.1).

Em Cristo, com amor, 

R. R. Soares