24/11/2017 - CUIDADO COM AS DECISÕES APRESSADAS

Acordando o carcereiro e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido. 

Atos 16.27

O desinteresse do carcereiro pela fé em Cristo pode ser visto no fato de ele ter dormido, quando Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus. Ele não sabia que a ação dos apóstolos moveria os céus e a terra, e, então, o Senhor providenciaria um meio para livrá-los daquele lugar. A noite seria de muito trabalho, porque a operação divina mudou o plano de todos e, com isso, o Pai foi glorificado.

As pessoas que não se ligam para o que Deus está fazendo “dormem” quando Ele abençoa os que buscam a Sua face. Por isso, elas deixam de ver o momento exato em que a bênção do Senhor vem. É importante vigiar e orar para não entrarmos em tentação nem perdermos o agir dEle, pois o que Ele realizará por alguém também fará por nós. Os filhos do Altíssimo jamais serão desamparados.

O carcereiro sabia que Paulo e Silas eram servos do Senhor e tinham sido açoitados injustamente. As autoridades agiram sem o menor temor a Deus. O benefício que Paulo fez à adivinhadora deveria ter sido reconhecido, e ele deveria ter recebido os parabéns dos magistrados daquela cidade. No entanto, por maldade ou outros motivo, ordenaram que os apóstolos fossem espancados pelo crime de fazerem o bem.

Tocar nos servos de Deus é perigoso, porque Ele é vingador do Seu povo. Hoje, se Ele não faz nada com quem prejudica os Seus, é porque está realizando uma obra maior – a salvação dos perdidos. Quanto aos apóstolos, eles entendiam que aquilo fazia parte dos sofrimentos de Cristo por executarem a vontade divina. Quem não entende a razão da nossa alegria em sofrer por amor a Jesus não é perfeito na fé.

Nunca podemos nos precipitar em fazer um julgamento. Ainda que, aparentemente, alguma decisão pareça ter vindo dos Céus, precisamos esperar pela direção de Deus. Paulo e Silas não amaldiçoaram os magistrados de Filipos, nem os que os açoitaram com as varas, e sim confiaram na intervenção do Senhor na hora certa. Por isso, cantaram hinos e oraram até o Senhor enviar o terremoto.

Quando o carcereiro acordou e viu as portas da prisão abertas, tirou a espada e quis tirar a própria vida, pois pensou que todos haviam fugido. Ele tomou uma atitude apressada e só não se matou porque Paulo gritou e avisou todos ali (v. 28). Aquilo era obra de Deus, e eles eram somente pessoas usadas por Ele. O melhor estava por vir! Quando Deus age, Seu plano inclui bênçãos para todos.

O carcereiro pediu luz e, entrando onde Paulo e Silas estavam, prostrou-se diante deles e perguntou o que era necessário para ser salvo (v. 29,30). As orações e os hinos o haviam convencido de que Deus o amava. Mesmo tendo ido dormir, acordou para a viva realidade da salvação. Naquela noite, ele e sua família foram batizados. Aleluia!

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares