21/12/2017 - ANTES DE JOÃO SER LANÇADO NA PRISÃO

Porque ainda João não tinha sido lançado na prisão.

João 3.24

É provável que João sabia que seus dias sobre a Terra estavam terminando. Talvez ele soubesse até como glorificaria a Deus na morte, mas, ciente desse fato ou não, isso pouco lhe importava, pois ele simplesmente queria fazer a vontade de Quem fez a sua mãe estéril engravidar quando o esposo já era velho. João Batista veio abrir o caminho para a vinda do Salvador, por isso achava relevante a questão de Jesus crescer e ele diminuir. Que servo!

João foi preso porque declarou que considerava pecado o ato de Herodes ter-se casado com a mulher do próprio irmão. Isso fez Herodias, a cunhada que se tornara mulher desse rei, ter ódio mortal de João. Quando a filha dela dançou e agradou ao monarca, Herodias orientou a moça a pedir a cabeça de João em uma bandeja. A Bíblia narra a tristeza do rei ao ouvir o pedido da jovem (Mc 6.26), mas, como havia empenhado sua palavra, ordenou a execução.

Enquanto estava solto, o filho de Zacarias e Isabel pregava com empenho o arrependimento e batizava quem aceitava sua mensagem. A trajetória de João Batista foi linda aos olhares celestiais, mas pequena em anos, mas os passos dele foram dirigidos por Deus. A vida desse profeta fora consagrada ao Senhor, o qual havia curado sua mãe de esterilidade. Assim, João veio à luz. Desde então, muitos glorificaram o Altíssimo com o mesmo tipo de morte.

Ainda no cárcere, João Batista ouviu sobre os feitos de Jesus por toda a parte, e isso o fez mandar dois dos seus discípulos a perguntar ao Mestre se era Ele Aquele que havia de vir, ou se deveriam esperar outro. O Messias mandou-lhes contar a João o que tinham visto e ouvido: Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho (Lc 7.22). O profeta se deu por satisfeito com tal relatório!

A resposta do Mestre era tudo o que João queria ouvir, pois fora assim que o Pai lhe dissera que aceitasse a vinda do Cordeiro de Deus (Jo 1.29). Ao conhecer a resposta, João percebeu ter valido a pena viver no deserto abrindo o caminho para a vinda de Cristo. Isso serviu de consolo para os dias de sofrimento experimentados por ele. Então, prestes a deixar o mundo, ele se alegrou ao constatar que a obra fora feita como planejada.

A ministração de João estava ligada à revelação dada à humanidade até a vinda de Jesus. Depois que esse servo fora decapitado pelo verdugo de Herodes e partido para estar com Aquele a quem sempre servira com amor, o Filho de Deus assumiu a direção da obra de Deus, desprezando a elite religiosa de Israel, com seus mestres e sábios, e elegendo pessoas simples. O Salvador nos mostrou o seguinte: o Pai faz o que quer e quando quer, dando-nos o melhor.

João Batista foi um mestre exemplar para seus discípulos, mas Jesus o superou, pois, dentre muitas coisas, ao ensinar a oração-modelo, o Pai-nosso, Cristo resumiu pontos importantes que devemos ter em mente no momento da oração, a fim de sermos atendidos. O apóstolo Paulo declarou que Deus faz além da posição que a nossa fé nos leva a orar e determinar (Leia Efésios 3.20).

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares