26/12/2018 - O SENHOR SE AGRADA DE NÓS

Para tomarem vingança das nações e darem repreensões aos povos.

Salmo 149.7

Ao escrever o Salmo 149, o autor sagrado resumiu em nove versículos a doutrina bíblica a ser conhecida pelo homem, a fim de agradar a Deus. Ele inicia louvando-O e, em seguida, exorta-nos a entoar um cântico novo, porque Ele renovaria tudo em nosso favor. Esse era o hino a ser cantado, junto com o louvor devido, na assembleia dos santos: o ajuntamento solene dos salvos (v. 1) para Sua glória.

Sendo o Israel de Deus, somos orientados a nos regozijar em nosso Criador. O salmista fala da alegria proveniente de Deus, e não do coração de compositores humanos, os quais, muitas vezes, nem estavam em comunhão com o Senhor quando compunham os hinos. Os filhos de Sião, a Igreja, teriam de exultar em seu Rei, louvando Seu Nome com flauta, adufe e harpa (v. 3). Desse modo, Ele Se agradaria do Seu povo. Aleluia!

Quando estamos na presença de Deus, somos adornados de salvação (v. 4) e, com isso, ficamos longe do olhar do inimigo, pois haverá o fogo celestial envolvendo-nos. Ao sermos santificados pelo sangue de Cristo, é imprescindível exultar na glória (v. 5) e, em nosso leito – descanso no Senhor –, cantar de júbilo. Mas nada disso fazemos!

Os altos louvores a Deus – aqueles ungidos que falam dos feitos dEle em nosso favor – precisam estar em nossos lábios. É necessário empunharmos a espada de dois gumes, dois fios, a qual penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas (Hb 4.12). Isso quer dizer: ela nos separa dos nossos problemas e nos aproxima da Palavra do Senhor. Seguindo esses conselhos, o salvo jamais perderá uma só batalha. Glórias a Deus!

De acordo com o entendimento desse Salmo, a nossa missão é exercer a vingança sobre as nações “colônias de demônios” que atacam a humanidade. Estando entre elas, não devemos temer, e sim exercer a autoridade vinda de Deus, conduzindo os perdidos à libertação completa, bem como os demônios ao castigo. Podemos usar o poder divino para paralisar a obra deles e libertar os cativos. Os reis maus têm de ser colocados em cadeias, e as autoridades infernais, em grilhões de ferro. Essa é a nossa obrigação!

As promessas do Altíssimo em relação à obra de salvação realizada por Cristo ao morrer em nosso favor são parte da sentença escrita. O diabo foi despojado do poder usurpado de Adão na tentação do Éden. Agora, a nossa prioridade é executar tal sentença escrita pelo sangue de Jesus: tudo está consumado. Portanto, a Igreja tem de se levantar e fazer valer seus direitos em Cristo. Se nada fizermos, nada será feito por nós!

Executar o direito é uma honra para quem foi recebido no Reino dos Céus. O salvo desprovido dessa prerrogativa dará contas da sua desídia. Então, cumpra a obra mais nobre deixada pelo Senhor aos Seus santos: colocar o diabo no lugar dele. Somos a justiça de Deus, nunca podemos deixar de obedecer às Suas ordens expressas. Use a sua autoridade!  

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares