31/01/2019 - QUANDO A ALMA DO POVO SE ANGUSTIA

Então, partiram do monte Hor, pelo caminho do mar Vermelho, a rodear a terra de Edom; porém a alma do povo angustiou-se neste caminho.

Números 21.4

Quem não sabe como é bom sofrer por amor ao Senhor precisa ficar bem disposto a passar pelas provações. Quando Deus nos guia, não temos de ficar temerosos com o fato de Ele nos fazer “rodear a terra do inimigo”, pois, estando no amor de Quem é o mais forte, estaremos confiantes para ir aonde devemos. Não se esqueça do que Ele disse: Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda (Sl 91.10).

É bom olhar para a Palavra nos momentos críticos. Às vezes, o que parece ser mau pode ser justamente o oposto, como foi o caso dos israelitas quando rodearam Edom. No início da caminhada, um dos descendentes de Esaú ficou impaciente e atacou os filhos de Jacó. Ele agiu “preventivamente”, temendo ser atacado por Israel. Mas por que os filhos de Jacó se angustiaram ao rodear essa terra? Estavam com medo?

Quando a alma fica angustiada, a fé deixa de existir. Pode parecer paradoxo, mas medo e fé são a mesma coisa, embora opostos entre si. Quem tem medo respeita o diabo; quem tem fé, a Deus. Com a alma temerosa, aqueles homens falaram contra Moisés e o Altíssimo, dizendo terem sido tirados do Egito e da escravidão para morrerem no deserto, onde não havia pão nem água (Nm 21.5). Eles desprezaram o maná, o pão dos anjos!

Eles não tinham direito de falar daquele modo, porque, desde o momento em que saíram do Egito, Deus operou na vida deles um milagre nunca antes visto. Enquanto andavam com o Todo-Poderoso, não sentiam necessidade de beber água, pois Ele a multiplicava em cada uma das trilhões de células do corpo daquelas pessoas. Porém, quando pecavam, o pior acontecia, e eles enfrentavam o castigo pelo erro cometido; desta vez, serpentes venenosas (v. 6).

Após aceitarmos Jesus, a lei do Espírito de vida em Cristo nos livra da lei do pecado e da morte (Rm 8.2). O maná foi o alimento perfeito para eles; assim, jamais ficaram doentes. Eram mais de três milhões de hebreus andando pelo deserto, e, enquanto não pecavam, nenhum mal lhes sobrevinha. No entanto, em razão do que falaram, serpentes venenosas os morderam, matando-os como se mata um mosquito.

Os líderes das famílias chegaram à conclusão do motivo daquelas serpentes e foram até Moisés confessar seus pecados e pedir-lhe que orasse por eles. O Senhor deu o remédio, e o homem de Deus logo mandou fundir um objeto (v. 8). Quem tivesse sido mordido pelas serpentes deveria olhar para a estátua de metal pendurada em um poste, para ser curado do mal causado pelo veneno letal.

Tratava-se de um simbolismo do que acontece hoje com as pessoas. Quem peca, independentemente da transgressão cometida, ao “olhar” para Jesus crucificado, logo é curado. Livre-se da consequência de se angustiar e falar contra o Salvador, porque Ele já tomou as suas dores, enfermidades, transgressões e iniquidades! Creia para viver bem!

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares