17/09/2019 - TRISTE COMPARAÇÃO

Por isso, serão como a nuvem de manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa, como o folhelho, que a tempestade lança da eira, e como a fumaça da chaminé.

Oseias 13.3

Aquele cuja fala fazia tremer passou a ser comparado a nada – a um cisco que dá trabalho para ser removido e nada de bom acrescenta. Assim será considerado quem trocar o Senhor pelo inimigo, procurando a ajuda deste. Definitivamente, o reino das trevas não tem condições de oferecer benefícios a quem o busca, e sim desgraça e miséria completa. Por que alguém trocaria a felicidade pelo sofrimento permanente?

Muitos optam pelo caminho do pecado, como se o suplício eterno não fosse real. Efraim caiu nesse erro e, dessa maneira, foi condenado a passar pelos piores momentos. Quem sai da presença de Deus mergulha em um mundo perverso, onde nunca encontrará descanso. Quem não vive como salvo torna-se réu do Juízo.

Temos de reconhecer que uns se dizem salvos, mas não o são de fato. Como podem virar as costas para a Verdade e mergulhar no engano? Quem faz isso não sabe o que o espera ainda em vida, sem falar que, após a morte, perceberá como foi insensato ao duvidar das revelações do Senhor na Sua Palavra. Ora, não haverá outra ocasião de se acertar com Deus.

A comparação que o Santo Espírito faz de quem se afasta do Pai é real. Essa pessoa se parece com a nuvem da manhã, que desaparece quando o Sol nasce. Precisamos estar preparados para a volta de Jesus. Aquele que não subir com Ele nunca mais verá o bem e estará em um ambiente atormentado pelo maligno. Se Satanás já oprime hoje, o que esperar dele quando as dores vierem?

O crente fraco é comparado ao orvalho, o qual não aguenta os raios solares e se dissolve. Ora, a nuvem que promete um dia ameno sem o calor excessivo do sol pode ser comparada a uma pessoa exposta à provação, que desanima e cede ao pecado. Esses dois tópicos simbolizam aqueles que fogem quando os problemas vêm, pois não resistem às adversidades. O certo é permanecer firme na fé!

A palha da eira ficava junto do alimento a ser debulhado, servindo-lhe de proteção. No entanto, como a palha não tinha valor, era varrida para longe. Assim, ninguém se aventuraria a guardá-la, porque não tinha serventia nem para o fogo. Procure fazer algo de bom em prol do Reino dos Céus, apresentando a Deus aprovado como obreiro (2 Tm 2.15), dotado de autoridade para socorrer os necessitados e oprimidos.

Com a fumaça da chaminé, sai também um resíduo que gruda em qualquer lugar e provoca problemas respiratórios. Se a fuligem cai dentro de casa, por exemplo, suja as roupas de cama e os utensílios que não estiverem bem guardados. No âmbito espiritual, essa “fumaça” causa prejuízos na vida de quem a “inala”. Pense nisso e tome a decisão certa!

Em Cristo, com amor,

R. R. Soares