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13/01/2026
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Adoção: quando o amor escolhe, nasce uma família

Por Viviane Castanheira, do Ongrace

Histórias de pais e mães que abriram o coração e transformaram a espera em pertencimento, mostrando que família vai além dos laços de sangue. – Imagem: Yuliia / Adobe Stock

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Milhares de crianças e adolescentes aguardam por um lar onde possam ser acolhidos com amor, cuidado e dignidade no Brasil. Dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) mostram que existem mais de 32 mil pretendentes habilitados, enquanto pouco mais de seis mil crianças e adolescentes estão juridicamente aptos à adoção. Por trás desses números, há histórias marcadas pela dor, pela espera e, sobretudo, pela esperança de um recomeço.

Foi assim que a família da intérprete e tradutora de Libras Thaís Reis Barão, de 31 anos, e do promotor de vendas Jordan Primeira Conceição, de 32, começou a ser transformada. Recém-casados e sem planos imediatos de adoção, eles contam que um chamado de Deus mudou o rumo da história deles. O casal congregava na sede da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD), em Pelotas (RS), e passou a servir na Igreja da Graça no bairro Guabiroba. Ali, conheceram meninas que frequentavam a Igreja sozinhas e carregavam um histórico de abandono, violência e negligência.

Depois de três anos de oração e perseverança, o casal Thais e Jordan testemunha que a adoção foi uma resposta de Deus que transformou a casa – Imagem: Arquivo pessoal

“Fomos nos aproximando delas, cuidando, levando alimento e oferecendo o que precisavam”, relembra-se Thaís. Porém, o caminho até a adoção foi longo e doloroso. As crianças passaram por idas e vindas entre o abrigo e a família biológica, enquanto o casal enfrentava negativas judiciais. Foram três anos de espera, oração, choro e clamor até a resposta chegar: primeiro a guarda provisória e, depois, a definitiva.

Hoje, a casa está completa, preenchida por Maria Eduarda (12 anos), Agatha e Micaela (9 anos), Raisa (5 anos) e Maria Antônia (3 anos). “Sou mãe de cinco princesas. Elas não nasceram biologicamente de nós, mas Deus fez com que nascessem no nosso coração. Elas completam a nossa casa e a nossa vida”, emociona-se Thaís. Jordan também celebra: “No início do mês, falamos sobre os órfãos com os jovens, e o Senhor fechou o mês nos dando essa graça”.

Gerei no coração”

A maternidade que nasce no coração também marcou a história de Edileuza dos Santos Lúcio Lopes, de 42 anos. O desejo de ser mãe a acompanhava havia anos, mas veio seguido de tratamentos, frustrações e da perda de um bebê em um aborto espontâneo. Foi nesse período de dor e fé que ela se aproximou ainda mais de Deus. “Eu dizia: Senhor, dá-me filhos, do ventre ou do coração”. Auxiliar de programação e membro da IIGD Tibiri, em Santa Rita (PB), Edileuza conta que entendeu seu chamado ao conhecer uma criança que precisava de uma mãe. “A escolha veio de Deus. Eu queria um filho, tinha uma criança necessitada de uma mãe, e Deus nos uniu”, afirma.

Edileuza e a filha Ana Beatriz: Após enfrentar perdas e desafios, Edileuza encontrou na adoção resposta às orações feitas nas madrugadas – Imagem: Arquivo pessoal

Durante o processo de adoção de Ana Beatriz, hoje com 11 anos, Edileuza esteve presente em cada detalhe: assumiu responsabilidades, acompanhou internações, passou noites em claro, e sustentou, com fé, toda a jornada jurídica, longa e desafiadora. A adoção foi concluída quando a menina tinha 7 anos. “Eu me sinto completa como mãe. O amor supera o limite do sangue nas veias”, declara. Para Edileuza, as madrugadas se tornaram momentos de clamor e entrega, e a resposta veio de um modo inesperado. “Deus ouviu minhas orações e plantou a minha filha em outro ventre, mas a fez chegar até mim”, assegura.

Ele veio até nós”

História semelhante viveu Rejane Prado Santos Freitas Silva, de 47 anos, corretora de imóveis e casada com Márcio Freitas Silva, de 45. Após anos tentando engravidar, ela fez um voto a Deus durante um congresso de mulheres, em 2019: “Senhor, onde houver uma mãe precisando entregar uma criança, guia essa mulher até o meu caminho”. Meses depois, conheceu a genitora de um bebê ainda no ventre. “Naquele momento, o Espírito Santo testificou no meu coração que aquele seria meu filho”, revela.

Rejane, Márcio e Márcio Daniel – A adoção nasceu de um voto feito em oração e marcou o início de uma nova história escrita pela fé e pelo amor. – Imagem: Arquivo pessoal

O menino nasceu em fevereiro de 2020. Rejane acompanhou a gestação de perto, aguardando o processo de adoção, que durou em torno de três anos. “Ver meu filho pela primeira vez foi emocionante demais. Chorei e louvei a Deus.” Hoje, Márcio Daniel Prado Freitas tem cinco anos. “Não fui atrás dele, ele veio até nós, porque foi o Senhor que o trouxe para nossa família, celebra Rejane. “Não tem diferença alguma. Amor é amor. Foi uma das melhores decisões da minha vida”, conclui.

As histórias de chegadas e encontros podem ser diferentes, mas são unidas pela mesma certeza: quando o amor escolhe, nasce uma família.

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