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Uma das regiões consideradas mais perigosas para a infância na América Latina tem experimentado uma transformação por meio da mensagem do Evangelho. Nos estados mexicanos de Chiapas e Hidalgo, muitas crianças, antes vulneráveis à violência e ao recrutamento para a criminalidade, têm sido alcançadas por igrejas locais caminhando na contramão de espaços dominados por gangues — uma realidade que, não raramente, termina em morte precoce.
Missionários locais desenvolvem estratégias para atrair os pequeninos e, por tabela, seus familiares. Uma delas foi a criação de uma escola cristã de verão com atividades comunitárias e recreativas, além de amparo social e reforço escolar. Neste ano, 59 crianças e adolescentes participaram dessas ações, segundo informes da Missão Portas Abertas, entidade internacional que apoia a chamada Igreja sofredora e promove a liberdade religiosa no mundo.

A Missão Portas Abertas apoia iniciativas como essa, que fazem um contraponto importante à pressão que os cartéis de drogas exercem sobre grandes populações da região. Chiapas e Hidalgo têm apresentado índices crescentes de ação criminosa, frequentemente associados a episódios de perseguição religiosa. Os líderes criminosos não aceitam que pessoas evangelizadas e convertidas a Cristo abandonem antigas práticas religiosas, como o sincretismo entre a fé católica e o ocultismo, uma vez que essa mudança prejudica o domínio que exercem sobre as comunidades.
É o caso, por exemplo, da veneração à morte, rito pagão de forte tradição na sociedade mexicana. Tal cenário espiritual inseriu o México no ranking anual das nações onde o cristianismo é mais perseguido, elaborada anualmente por Portas Abertas. O país aparece em 30º lugar — superando, até mesmo, nações islâmicas como Tunísia, Omã, Egito e Bangladesh. Pelas estatísticas disponíveis, mais de 30 mil crianças e adolescentes teriam sido recrutados pelas organizações criminosas em 2024, e 624 foram assassinadas ou mortas em confrontos entre grupos rivais.
“Entendemos que é urgente compartilhar Cristo com eles. Se as gangues os alcançarem primeiro, eles se voltarão para o crime. Mas Cristo pode libertá-los. Foi uma bênção, mas acompanhada de uma grande responsabilidade”, declarou uma das dirigentes da escola, cujo nome deve ser omitido por segurança, aos contatos da missão no México.





