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11/05/2026
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Ruínas encontradas por arqueólogos reforçam narrativa bíblica

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Antigas estruturas no Sinai revelam conexão com relatos do livro bíblico de Ezequiel – Imagem: Reprodução/Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito

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Uma estrutura milenar, localizada no mês passado na Península do Sinai, traz novas luzes sobre a religiosidade da população local na Antiguidade e se alinha a escritos do livro bíblico de Ezequiel. Trata-se de um grande complexo dedicado a ritos na época da Dinastia Ptolomaica (cerca do século 2 a.C.), período de domínio grego sobre o Egito. O sítio fica em Tell el-Farama, na parte norte do Sinai, próximo ao delta do rio Nilo. No passado, a localidade abrigou a cidade de Pelúsio, mencionada na Bíblia como Sim – uma região fortificada e dedicada à divindade Pelúsio, identificada com a lama e a fertilidade dos vales irrigados pelo grande rio que ali deságua no Mediterrâneo.

No texto de Ezequiel 30.15, o profeta registra as palavras do Senhor sobre a cidade (E derramarei o meu furor sobre Sim, a força do Egito, e exterminarei a multidão de Nô), como juízo divino contra as práticas pecaminosas do Egito. Nô, por sua vez, é uma das maneiras como a grande cidade de Tebas era conhecida. Para muitos intérpretes das Escrituras, a profecia teria se cumprido na Batalha de Pelúsio, travada ali em 525 a.C. e que levou à conquista do Egito pelos persas. Mais tarde, no século 3 a.C., os gregos, liderados por Alexandre, também dominaram a nação egípcia.

A estrutura recém-descoberta é uma grande bacia retangular, utilizada para práticas rituais em honra a Pelúsio, com água do Nilo – rio sagrado para os antigos egípcios. O recipiente era conectado a um sistema de canais e reservatórios que o abasteciam continuamente. De acordo com o comunicado do Ministério de Turismo, a descoberta ressalta a importância do norte do Sinai na história do Egito.

O sítio vem sendo escavado desde 2019. No início dos trabalhos, apenas uma pequena parte do complexo, erguido com tijolos avermelhados, foi revelada. A princípio, acreditou-se que eram ruínas de um prédio de uso administrativo ou militar. Só mais tarde, ficou claro, devido às inscrições e aos restos de utensílios encontrados no local, que a construção tinha finalidade religiosa. No centro da estrutura, há uma base quadrada, que os arqueólogos acreditam ter sido usada para sustentar a imagem de Pelúsio.

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