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01/09/2026

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Surto de ebola avança no Congo e preocupa autoridades

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Atual surto de ebola na República Democrática do Congo segue fazendo vítimas – imagem: Magnific

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O surto de ebola avança na República Democrática do Congo (RDC) e já é o mais mortal da história do país. Até agora, os casos confirmados somam cinco mil, com quase três mil óbitos. A crise começou em fevereiro deste ano, na província de Ituri, na região Nordeste da nação africana, e o surto foi reconhecido pelas autoridades sanitárias em 15 de maio. Desde então, as infecções têm sido verificadas em outros pontos do território congolês, e já há casos sendo analisados nos países vizinhos, como Sudão do Sul, Uganda e Ruanda.

Diferentemente dos outros 16 surtos já ocorridos na RDC, o atual é causado pela variante Bundibugyo do vírus ebola, para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados. Em razão disso, as terapias adotadas não apresentam boa resposta nos pacientes, aumentando a letalidade da doença. O ebola é uma zoonose causada pela transmissão do vírus por animais infectados, como morcegos, e é facilmente transmitido de pessoa para pessoa pelo contato com sangue e secreções corporais.

Os sintomas iniciais da enfermidade incluem febre alta, prostração e dores musculares intensas. Em sua fase mais grave, pode causar fortes hemorragias e falência dos órgãos. Com aproximadamente 115 milhões de habitantes, a República Democrática do Congo tem a quarta maior população da África. A pobreza, bem como as péssimas condições sanitárias enfrentadas pela maioria dos congoleses, potencializa os efeitos do surto. No momento, a taxa de letalidade é de 46% dos casos.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Médicos Sem Fronteiras, que trabalham em parceria com o governo da RDC para debelar o surto, as dificuldades de acesso aos doentes e a demora no diagnóstico reduzem as chances de salvar vidas. Muitos casos só são confirmados após a morte dos pacientes, o que aumenta o risco de contágio em suas comunidades.

O esforço, agora, é no sentido de desenvolver uma vacina específica para combater a cepa em circulação na região.

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