
Pesquisa avalia relação entre os cristãos e a IA
06/09/2026Por André Santiago, do Ongrace

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O avanço das apostas on-line voltou ao centro do debate nacional. Na última semana, o governo federal reuniu representantes da sociedade civil, dos setores econômico e da saúde, e de organizações religiosas para discutir os impactos das chamadas bets e avaliar novas medidas para o setor. Durante o encontro, foram apresentados relatos de endividamento, dependência e conflitos familiares provocados por essa prática.
Os números ajudam a dimensionar a preocupação. Em 2025, as famílias brasileiras tiveram perdas líquidas de R$ 62,5 bilhões com as bets, considerando a diferença entre os valores apostados e os recebidos em prêmios. Entre outubro de 2024 e março deste ano, as plataformas movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações realizadas por Pix.
Os efeitos também impactaram o bem-estar da população. Segundo o Ministério da Saúde, a procura por atendimento associado à dependência de apostas cresceu no Sistema Único de Saúde (SUS). Na reunião, participantes relataram ainda situações em que recursos domésticos foram comprometidos pelo jogo.
A discussão chegou às lideranças das igrejas. Participaram do encontro a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil. Entretanto, para o cristão, o crescimento das apostas levanta questões que ultrapassam o aspecto financeiro. A Bíblia apresenta princípios relacionados a como o dinheiro deve ser administrado (Pv 21.5), além de contrastar a riqueza adquirida rapidamente com aquela construída de maneira gradual (Pv 13.11).
O governo já adotou medidas para ampliar o controle desse segmento, como restrições à publicidade e bloqueio do acesso às plataformas por beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). No entanto, diante dos impactos apresentados por diferentes setores da sociedade, novas decisões podem ser anunciadas.
Enquanto o debate sobre a regulamentação avança, os números colocam em evidência uma questão que começa no celular, mas pode terminar dentro de casa: o que, de fato, é entretenimento quando passa a comprometer o sustento e a estabilidade das famílias?





