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21/09/2026

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Sedentarismo e má alimentação desafiam a saúde dos adolescentes e jovens brasileiros

Por André Santiago, do Ongrace

Tempo excessivo diante das telas e pouca atividade física estão entre os hábitos que acendem um alerta para a saúde dos adolescentes. – imagem: Pexels by Pixabay

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A adolescência e a juventude costumam ser associadas à disposição e à vitalidade, mas alguns hábitos adotados nessa fase também podem acender alertas importantes para a saúde. Sedentarismo, alimentação desequilibrada, excesso de tempo diante das telas e sono de baixa qualidade fazem parte de um cenário que merece atenção não apenas pelos efeitos imediatos, mas também pelas consequências que podem acompanhar o indivíduo ao longo da vida.

No Dia Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens, celebrado em 22 de setembro, dados recentes ajudam a dimensionar alguns desses desafios. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, a mais recente realizada sobre o tema e promovida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que apenas 30,6% dos estudantes de 13 a 17 anos foram classificados como fisicamente ativos. Outros 58,4% eram insuficientemente ativos, e 9,7%, inativos.

O levantamento também chama atenção para a alimentação. Menos de um terço dos estudantes havia consumido verduras e legumes no dia anterior à pesquisa. Em contrapartida, alimentos ultraprocessados aparecem com frequência: 43,9% consumiram sobremesas industrializadas e 42,8%, refrigerantes. No caso das sobremesas, em 2019, o percentual era de 33,1%. Outro comportamento presente na rotina dos adolescentes é passar longos períodos de forma sedentária. Mais de um terço dos estudantes permanecia por mais de duas horas diárias assistindo a filmes, séries, novelas ou outros programas em plataformas digitais. Além disso, 44,5% relataram permanecer sentados por longos períodos em outras atividades.

Uma revisão sistemática publicada nos Cadernos de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), analisou 23 estudos e encontrou associação entre o uso excessivo de telas por adolescentes e a pior qualidade e a menor duração do sono, além de maior ocorrência de despertares noturnos e sonolência durante o dia. O uso do celular antes de dormir também apareceu associado à pior qualidade do sono.

Os números mostram que cuidar da saúde na adolescência e na juventude vai muito além de procurar ajuda quando algum problema aparece. Alimentação, movimento, descanso e escolhas feitas no cotidiano também fazem parte desse cuidado. Mais do que buscar uma rotina perfeita, o desafio é, sobretudo, construir hábitos equilibrados enquanto eles ainda estão sendo formados. Afinal, parte da saúde que será vivida na fase adulta começa a ser construída muito antes dela.

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