Segundo o mandado
2026-01-19 03:00:00
Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, esperança nossa.
1 Timóteo 1.1
Ninguém deveria aceitar ser consagrado ao ministério, sem antes sentir o chamado de Deus e a confirmação dessa eleição pelo testemunho dEle. Almejar o episcopado é bom e louvável, como Paulo declarou: Esta é uma palavra fiel: Se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja (1 Tm 3.1). Porém, mesmo que alguém deseje essa posição, deve ter a convicção de que tal convocação veio do coração do Pai e, assim, aceitar a proposta.
Paulo afirmava ser um apóstolo de Cristo por duas razões: a sua chamada ocorrera antes que ele chegasse a Damasco, na Síria, e a ordem partira do próprio Senhor (At 9). Isso lhe dava autoridade, então ele podia dizer que não estava ali por acaso; afinal, ele havia sido interrompido em sua perseguição contra a Igreja de Cristo. A obra de Deus não é propriedade privada para que alguém coloque seus familiares na direção dela. Quem agir sem a aprovação do Céu enfrentará sérias consequências.
Eis outro erro recorrente em algumas congregações: pessoas abastadas são ungidas pela imposição de mãos ao ministério, mas nunca o assumem. O mesmo acontece com a esposa de pastor que não tem o ministério confirmado por meio de maravilhas, sinais e prodígios, mas ostenta o título de pastora, que somente Deus pode dar. Ora, será que um médico pode chamar sua esposa de médica? Ela tem condições de dar consultas e operar alguém, simplesmente, por ser casada com ele? Ore e reflita sobre isso!
Não sou contra ungir a mulher do pastor, se ela demonstra vocação e possui a unção do Alto para pregar a Palavra, ministrar a cura e demonstrar outras virtudes que comprovem o acerto de quem a consagrou. O problema hoje é a modernização da obra do Senhor. Muitos, sem discernimento espiritual, ungem pessoas e as levam ao erro. Inclusive, “honram”, com algum cargo ou título, os bons dizimistas. É irresponsabilidade ungir alguém só para não perdê-lo.
Paulo afirmava que o seu ministério era mandado de Deus, e não resultado da prudência de alguém que lhe deu lugar no púlpito. A sua autoridade vinha do Senhor. Quem estiver “brincando de igreja” se sentirá desconfortável no Dia do acerto de contas (2 Co 5.10). Mas será que esses líderes, que ungem as pessoas indiscriminadamente, acreditam na possibilidade de todos irem ao tribunal de Cristo? Creia e viva pela fé!
Todo pastor deve analisar com cuidado antes de investir alguém de autoridade para assumir uma posição espiritual na igreja. A Palavra é clara: os líderes são proibidos de consagrar pessoas sem a aprovação do Senhor. Eles devem agir certos de que Deus aprova tal atitude: A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro (1 Tm 5.22). Se você causar escândalos, grande será a sua vergonha no último Dia!
O Senhor é a Cabeça da Igreja, por isso tudo deve ser colocado diante dEle (Ef 4.15). A dedicação ao ministério é uma grande responsabilidade. Entenda: Deus não Se impressiona com nada do que você faz. Porém, se não buscar a direção do Alto, você terá problemas no Juízo. Fuja de qualquer tentação, a fim de não se complicar pela eternidade!
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares
Oração de Hoje
Senhor da Igreja! Será triste o que se revelará no Teu tribunal, quando pedires conta dos atos praticados na Tua obra. Não podemos ignorar essa verdade; afinal, a Tua Palavra nos proíbe ungir a quem está despreparado para colocar a mão no arado!
O crescimento da obra só será reconhecido pela Tua presença manifestada nas mesmas obras do passado: doentes sendo curados, pecadores alcançados pela salvação e desviados voltando ao Teu rebanho. Deus, aviva a Tua obra!
O mundo necessita de verdadeiros servos de Deus, consagrados a Ti e revigorados na Tua força, que sejam fiéis nos dízimos e nas ofertas, para haver mantimento na Tua casa. Pai, precisamos da manifestação da Tua graça salvadora. Amém!
