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Todos os dias, como cristãos, orientamos nossa vida pelos princípios bíblicos. Eles moldam nossas decisões, fortalecem nossas famílias e direcionam nossa relação com o próximo. No entanto, viver a fé de forma plena não se limita ao ambiente do lar ou ao interior dos templos. A fé cristã é viva, pública e transformadora — e deve alcançar também a sociedade.
É importante frisar que ninguém vai à igreja para fazer política. As pessoas vão para buscar a Deus, fortalecer a fé e viver a comunhão. Embora a missão da igreja seja espiritual, isso não anula o papel dos membros como cidadãos ativos na sociedade. Por isso, é necessário compreender e respeitar os limites e as diversas linhas de pensamento político, mantendo o respeito mútuo.
Levar os princípios de Deus para a vida pública não é uma imposição, mas uma oportunidade. Defender a vida, a família, a verdade e a justiça faz parte do nosso testemunho cristão. E esse testemunho precisa se manifestar, de maneira responsável e consciente, também nos espaços onde decisões são tomadas e leis são construídas.
2026: um ano de escolhas políticas
Vivemos um tempo decisivo. Em ano eleitoral, somos chamados a exercer não apenas um direito, mas um dever cívico e patriótico: escolher quem nos representará nas diversas esferas do poder. O voto não pode ser tratado com leviandade. Ele exige reflexão, oração e discernimento espiritual.
Como cristãos, precisamos ir além de discursos prontos e promessas vazias. É necessário avaliar caráter, coerência e compromisso. Precisamos perguntar, com sinceridade: essa pessoa defende a família? Protege a vida desde a concepção? Respeita a fé cristã e a liberdade religiosa? Ou apenas se aproxima dos evangélicos por conveniência eleitoral?
A omissão também é uma escolha
Fato é que a política nem sempre desperta interesse. Muitas vezes é cansativa, conflituosa e até desanimadora. Mas, anos de afastamento da Igreja desses debates abriram espaço para ideologias e projetos que hoje atacam diretamente valores bíblicos, fragilizam famílias e tentam silenciar a fé cristã no espaço público.
A ausência da Igreja não pode ser confundida com neutralidade. Ela gera consequências. O descompromisso facilita a aprovação de pautas que confrontam aquilo que pregamos diariamente em nossos púlpitos e vivemos em nossas casas.
Fé que se manifesta também na esfera pública
Em tempos decisivos como este, o chamado é claro: a Igreja evangélica precisa continuar sendo sal e luz — inclusive na vida pública. Participar da política, votar com consciência e defender valores cristãos não é ativismo ideológico. É coerência com a fé que professamos e compromisso com o futuro do Brasil.
David Soares
Ministro do Evangelho, advogado e jornalista



