
TEA: guia é criado para auxiliar famílias sobre seus direitos
22/06/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Butantan anunciaram resultados preliminares de um estudo que pode trazer novidades promissoras no tratamento do câncer. Trata-se de uma versão nacional do chamado CAR-T Cell, terapia utilizada para combater modalidades hematológicas da doença, como o linfoma ou a leucemia. O sistema consiste em uma espécie de autotransplante, no qual células específicas do paciente são coletadas, modificadas em laboratório, multiplicadas e reinseridas no organismo.
Cerca de 87,5% dos pacientes tiveram redução significativa ou, mesmo, remissão — estado considerado como cura — da doença, após receberem infusões de CAR-T Cell produzidas em cultura. O material utilizado é constituído por células de defesa do tipo linfócito T, normalmente produzidas pelo organismo, mas insuficientes, em muitos casos, para combater os tumores. Expandidas em laboratório, as células CAR-T voltam à corrente sanguínea potencializadas. É como se elas fossem “editadas” geneticamente, com objetivo de se tornarem capazes de reconhecer e combater as lesões de maneira mais rápida e eficiente.
Os dados ainda não foram publicados em revistas científicas, o que é tido como certificação essencial para que o tratamento seja reconhecido. Resta, por sua vez, a avaliação do tratamento pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. No entanto, ele tem sido replicado com sucesso — com um índice de aproveitamento de praticamente nove entre cada dez pacientes com melhora substancial —, e a terapia já obteve sucesso em alguns tipos de leucemias e linfomas, o que anima os pesquisadores. Entidades como o Hemocentro de Ribeirão Preto (SP), ligado à USP, assim como o Einstein Hospital Israelita e a Fiocruz têm trabalhado para desenvolver a terapia CAR-T Cell e, em médio prazo, incorporá-la ao atendimento público de saúde.
Os primeiros testes envolveram cerca de 80 pacientes, entre crianças e adultos, pré-selecionados conforme o caso clínico e em tratamento em hospitais de São Paulo. O Ministério da Saúde já destinou 100 milhões de reais ao estudo. “Os pacientes já haviam passado por diversas linhas de tratamento, como quimioterapia, radioterapia e transplante, e encontram, nessa terapia, uma nova esperança de cura e qualidade de vida”, declarou o ministro Alexandre Padilha, ao anunciar os resultados do trabalho.




