
Fevereiro Sem Celular: campanha defende uso consciente
19/02/2026Por Marcelly Cavalcanti, do Ongrace

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A cientista brasileira Tatiana Sampaio tem ganhado destaque nacional nos últimos dias após a divulgação de avanços em pesquisas voltadas à recuperação de movimentos em pacientes tetraplégicos e em pessoas afetadas por doenças neurológicas graves. Depois de mais de 25 anos dedicados a esse trabalho, os estudos são conduzidos por sua equipe e envolvem terapias inovadoras na área de neurociência e reabilitação, com foco na regeneração e reconexão de circuitos neurais comprometidos por lesões na medula espinhal. Segundo informações divulgadas recentemente, os resultados iniciais indicam progressos significativos em protocolos experimentais que estimulam respostas motoras antes consideradas improváveis.
A tetraplegia, geralmente causada por traumas na coluna cervical, compromete movimentos dos membros superiores e inferiores, além de afetar funções vitais. Historicamente, os tratamentos disponíveis concentram-se na adaptação e reabilitação funcional. As pesquisas lideradas por Tatiana, que é coordenadora do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no entanto, buscam ir além: pretendem restaurar conexões nervosas e reativar comandos motores por meio de tecnologias biomédicas e estímulos específicos a partir do desenvolvimento da proteína polilaminina, extraída da placenta, e que auxilia no retorno dessas ligações.

Entre as abordagens em estudo, estão técnicas combinadas de estimulação neural, terapias celulares e protocolos intensivos de reabilitação. Especialistas destacam que, embora as análises ainda estejam em fases controladas, os dados preliminares são considerados animadores pela comunidade científica.
Além das aplicações em casos de lesão medular, as pesquisas investigam possíveis impactos em outras condições neurológicas, aumentando o alcance do trabalho desenvolvido. A expectativa é que, com a consolidação dos resultados e a ampliação dos testes clínicos, novas alternativas terapêuticas possam surgir nos próximos anos. Os primeiros testes em humanos indicaram resultados significativos.
O avanço reacende a esperança de milhares de famílias brasileiras que convivem com as limitações impostas por lesões medulares e doenças degenerativas. Ainda que a comunidade científica mantenha cautela – reforçando que a pesquisa exige tempo, validação e segurança – o trabalho coordenado por Tatiana Sampaio representa um passo relevante em direção a tratamentos mais eficazes e, futuramente, à recuperação parcial ou total de movimentos em pacientes hoje considerados sem perspectiva de reversão.





