
Entre algoritmos e afeto: o equilíbrio na criação dos filhos
06/08/2026Por Viviane Castanheira, do Ongrace

Faith Stock Studio / Adobe Stock
COMPARTILHE
Durante décadas, parte da comunidade científica desconfiou da espiritualidade. Esse cenário, no entanto, começa a mudar. Um fórum promovido pela Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos (EUA), reuniu especialistas para discutir como a fé pode ser integrada ao cuidado emocional de maneira ética e fundamentada em evidências. O debate reflete um movimento crescente da ciência, a qual passou a reconhecer que crenças e práticas religiosas podem contribuir para o enfrentamento do sofrimento psíquico sem substituir o tratamento médico e as terapias tradicionais.

De acordo com a psicóloga cristã Tereza Barcellos Vaz, os resultados ajudaram a derrubar a ideia de que fé e ciência caminham separadas. Para ela, tais estudos têm mostrado que a fé, quando vivida de modo saudável, pode ser um recurso importante no combate ao padecimento mental. “As pesquisas mostram que pessoas que encontram esperança, propósito e fortalecimento emocional na fé costumam enfrentar melhor momentos de ansiedade, depressão, perdas e outras adversidades.”
A especialista explica que, na prática clínica, esse reconhecimento também tem mudado a forma como muitos profissionais enxergam a dimensão espiritual do indivíduo. “Como psicóloga, não utilizo a religião como técnica terapêutica, mas, se o paciente traz sua fé para o setting terapêutico, eu acolho isso, porque ela faz parte da história dessa pessoa”, assegura Tereza.
Ela ressalta ainda que a fé e o cuidado médico não competem entre si. “Sabemos que a oração não substitui um tratamento, entretanto, também sabemos que a espiritualidade pode fortalecer a esperança, favorecer a resiliência, dar sentido ao sofrimento e contribuir para a melhor adesão ao tratamento”, frisa Tereza.

imagem: Arquivo pessoal – modificado por IA
A combinação entre cuidado profissional e confiança no Senhor faz parte da história de Raimunda Antônia Ferreira dos Santos, de 60 anos, membro da sede da Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) em Rio Branco (AC). Durante cerca de uma década, ela enfrentou graves transtornos psiquiátricos. “Passei um longo período sendo hospitalizada constantemente. Os médicos não conseguiam diagnosticar a causa do meu sofrimento, e eu enfrentava episódios de intensa perturbação e desorientação”, relembra-se.
Segundo Raimunda, a transformação começou quando ela conheceu Jesus. “Foi apenas quando o Senhor abriu a minha visão e me permitiu conhecê-lo que recebi a cura e fui restaurada.” Ela conta que, embora ainda recorra aos cuidados médicos quando necessário, sua vida nunca mais foi a mesma. “Toda honra e glória sejam dadas ao Senhor, que me libertou e me devolveu a paz. Louvo a Deus, todos os dias, pela minha salvação!”





