Brasil: atletas cristãos são convocados para a Copa do Mundo 2026
19/05/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Uma nova patologia emocional tem preocupado profissionais de saúde e especialistas em comportamento — e ela aumenta em paralelo à crescente dependência da sociedade contemporânea em relação ao universo virtual. É a dismorfia digital, transtorno causado pela obsessão por padrões de beleza idealizados ou inatingíveis na vida real, mas mensuráveis a partir de filtros disponíveis nas redes sociais. Por isso, a condição também é chamada, internacionalmente, de snapchat dysmorphia, ou dismorfia do selfie. Nos círculos especializados, o quadro já é considerado como uma condição psiquiátrica grave.
A expressão tem sido usada por psicólogos e cirurgiões plásticos para definir a obsessão do indivíduo pela própria aparência, em analogia àquela montada por meio de ferramentas capazes de eliminar imperfeições de sua imagem virtual. Pelos perigos que representa para a autoestima, a saúde mental, a capacidade laboral e os relacionamentos pessoais, a dismorfia digital tem sido objeto de estudos, que avaliam até que ponto os filtros de edição de imagem alteram a percepção de si mesmo e a relação entre as redes sociais e a insatisfação corporal. Essa condição de saúde mental afeta até 3% da população mundial e pode levar ao isolamento social, ao consumo de substâncias tóxicas e, até, pensamentos suicidas.
O uso de retoques por inteligência artificial (IA) e aplicativos de embelezamento virtual, bem como criação de “avatares” — representações gráficas de um indivíduo — e comparações constantes com outras pessoas em perfis digitais são algumas das práticas que podem caracterizar a dismorfia, quadro que afeta, principalmente, adolescentes e jovens — cerca de 85% dos menores entre 9 e 17 anos mantêm perfis em redes sociais, percentual que chega a 99%, no recorte da faixa entre 15 e 17 anos, segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024/2025.




