
A Bíblia Sagrada como objeto de estudo
25/04/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A data tem como objetivo lembrar à sociedade brasileira a importância da prevenção dessa doença. O quadro, silencioso, pode causar prejuízos à saúde e acarretar ocorrências fatais, como infarto, aneurisma e acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, o cuidado preventivo pode evitar diversas intercorrências ao longo da vida.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, a hipertensão arterial – assim considerada nos casos em que a medida dos indicadores de pressão sanguínea nos vasos ultrapassa os 140×90 mmHg – afeta cerca de 30% da população brasileira, sendo prevalente após os 60 anos de idade e afetando mais as mulheres.
Estabelecida pela Lei nº 10.439/2002, a data é uma oportunidade para conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, que pode ser feito facilmente em qualquer unidade de saúde. Caso seja identificada e convenientemente tratada, a hipertensão tem seu risco bastante reduzido e até eliminado, sem deixar quaisquer sequelas.
O quadro se estabelece a partir do enrijecimento e estreitamento dos vasos sanguíneos, forçando o coração a um esforço maior para irrigar o organismo com sangue. Com o tempo, pode ocorrer uma falência do músculo cardíaco, que caracteriza o infarto. Por outro lado, a pressão interna mais elevada traz o risco de rompimento de artérias, inclusive no cérebro, o que acarreta o AVC hemorrágico.
Como forma de intensificar os esforços contra a doença, a Sociedade Brasileira de Cardiologia propôs, no ano passado, uma redução dos índices que caracterizam a pressão alta. Antes, os tradicionais 120×80 mmHg eram considerados normais; hoje, já caracterizam a pré-hipertensão. A nova diretriz visa promover uma cultura de cuidado mais rigorosa e constante.
Além dos fatores inevitáveis – a herança genética é a maior causadora da enfermidade –, a hipertensão pode se estabelecer a partir de hábitos alimentares nocivos (alto consumo de sódio), do sedentarismo, tabagismo e uso excessivo de álcool. Deve-se também prestar muita atenção à balança, já que a obesidade aumenta significativamente o risco, e ao estresse. O exame específico de aferição de pressão arterial deve ser feito, no mínimo, uma vez ao ano, além do acompanhamento frequente.





