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18/07/2026

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Pesquisa mostra comprometimento de jovens com a igreja

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Segundo levantamento, jovens da Geração Z têm estado mais envolvidos com a igreja – Foto: Divulgação IIGD SP

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A pesquisa State of Discipleship, ou Estado do discipulado, em português, realizada nos Estados Unidos, observou que os jovens da chamada Geração Z (os nascidos entre 1990 e 2010) estão mais envolvidos no Corpo de Cristo do que se costuma pensar. Pelo estudo, a média de frequência mensal a cultos, entre o segmento, é de 6,2 por mês, bem acima, por exemplo, da média de 4,8 dos millennials (a geração anterior) e de 4,5, verificada entre os baby boomers, pessoas hoje na faixa dos 60 aos 80 anos.

O fato é que os jovens evangélicos dos Estados Unidos não só vão mais à igreja, como estão entre os cristãos que mais exercem cargos de influência e liderança em suas congregações. O levantamento minucioso, realizado pelo instituto de pesquisas Lifeway Research, buscou entender a participação em grupos e ministérios eclesiásticos, e os jovens de 28 anos ou menos comparecem a esse tipo de atividade cinco vezes por mês, em média, praticamente o dobro do verificado em outros grupos etários.

O trabalho revela que jovens adultos vão aos cultos e servem à congregação. Com um nível de comprometimento de 36%, essa faixa etária está entre os que mais afirmam ter responsabilidades regulares em sua congregação. “Entre os membros da Geração Z que frequentam a igreja, é comum que o compromisso seja mais do que ocasional. Eles participam de diversas atividades ou cultos durante a semana”, diz relatório do estudo.

A Lifeway também notou que os jovens frequentadores de igrejas que se identificam como cristãos concordam com muitas crenças e práticas da fé professada; contudo com menos entendimento de detalhes teológicos e reflexos na vida pessoal. A pesquisa destaca, por exemplo, a possibilidade de que a formação cristã dessas novas gerações esteja menos eficiente do que a prestada às anteriores, quando havia mais ortodoxia.

“Os membros mais velhos da igreja devem ver isso como uma oportunidade”, destacou o gerente sênior de Capacitação de Igrejas da Lifeway, Chad Higgins. Ele defende interação e interdependência entre os integrantes da família da fé: “Oro para que nós, como cristãos, não caiamos na armadilha cultural de apontar o dedo para cada geração; mas, em vez disso, nos aproximemos e construamos relacionamentos significativos com essa geração mais jovem.”

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