Mercado literário cresce no Brasil e impulsiona expansão da literatura cristã

30/06/2026

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30/06/2026

Pesquisa mostra relação entre solidão e declínio cognitivo

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Estudo com 175 mil voluntários revela que solidão e isolamento persistentes afetam o cérebro e reduzem a expectativa de vida – Foto: agnific

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Um estudo recém-concluído pela Organização Mundial da Saúde (OMS) lança ainda mais sombras sobre a solidão: novas evidências extraídas da observação de 175 mil voluntários com 50 anos ou mais revelam de que maneira ela afeta o cérebro e reduz a expectativa de vida. O relatório, apresentado neste mês, destaca que a solidão é muito mais que um sentimento ou uma condição – é um agente patológico.

Ao todo, 24 pesquisadores analisaram dados dos participantes, os quais detalharam com que frequência se sentiam sozinhos, bem como a regularidade com que tinham contato com outras pessoas. O levantamento não incluiu somente solteiros ou pessoas idosas isoladas, mas também indivíduos casados que convivem em família. Na avaliação, observou-se que quem relatava solidão tinha 10% mais chances de risco de comprometimento cognitivo, desde o nível mais leve ao mais grave, e, consequentemente, menor tempo de vida.

“Isso aconteceu porque indivíduos solitários podem ter maior probabilidade de progredir para estágios mais graves e menor probabilidade de recuperação”, explicou, em comunicado, a professora associada de ciências sociais médicas da Universidade Northwestern (EUA), Eileen K. Graham, principal coordenadora do estudo. “A solidão é uma percepção. Você pode estar rodeado por uma multidão e ainda se sentir sozinho.”

A Comissão sobre Conexão Social da OMS aponta ainda que uma em cada seis pessoas no mundo é afetada pela solidão, sobretudo a terceira idade, com impactos significativos na saúde e no bem-estar. A solidão está associada a cerca de cem mortes a cada hora – mais de 871 mil todos os anos ­–, segundo a pesquisa. O organismo, ligado à Organização das Nações Unidas (ONU), define solidão como sentimento doloroso que surge da lacuna entre as conexões sociais desejadas e as reais. “Nesta era em que as possibilidades de conexão são infinitas, cada vez mais pessoas se sentem isoladas e solitárias”, frisou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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