
Uso excessivo de redes sociais pode aumentar risco de depressão
22/03/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

COMPARTILHE
A inadimplência – incapacidade de quitar dívidas e compromissos financeiros no devido vencimento – cresceu 10,22% no Brasil em comparação com o ano passado. A informação consta de um levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Aproximadamente 74 milhões de consumidores, quase 45% da população adulta, têm enfrentado dificuldades de fechar as contas no fim do mês. A pesquisa abrange o período de fevereiro de 2025 a fevereiro de 2026.
O avanço da inadimplência inclui, sobretudo, dívidas antigas – em aberto há mais de quatro anos –, que avançaram 36%. Entre os devedores, a maior concentração etária se encontra na faixa dos 30 aos 39 anos, o que representa 18 milhões de negativados. Mais do que uma circunstância sazonal, o quadro indica piora na capacidade de as famílias sobreviverem com seus próprios rendimentos. Grande parte das pendências é registrada no crédito rotativo, o chamado cheque especial, recurso a que se recorre quando o dinheiro acaba antes do fim do mês.
Em média, cada consumidor inadimplente devia R$ 4.992,43 em fevereiro, mês de referência da análise. De acordo com o levantamento, 30% das dívidas são de pequena monta, até R$ 500. A maior quantidade de atrasos financeiros diz respeito a débitos com operadoras de fornecimento, como companhias de água e energia elétrica (27,28%), seguida por dívidas com bancos (17,26%). O setor de comunicação responde por 14,82% dos devedores e o de comércio, 2,14%.
Por definição, o aumento da inadimplência compromete diretamente o consumo das famílias, reduz o acesso ao crédito e prejudica o movimento da economia, afetando o comércio e o setor de serviços. No que se refere à distribuição nacional de devedores, o Centro-Oeste concentra 47,6%, enquanto o Sul tem o menor índice de pessoas negativadas (39,7%). Baixa renda, falta de planejamento financeiro, emergências e compras impulsivas são as principais razões que levam os consumidores à inadimplência.





