
Projeto que regulamenta os intervalos devocionais nas escolas tramita no Congresso
03/04/2025
Agrade: 27 anos formando vidas para o Reino
04/04/2025Por Carlos Fernandes, do Ongrace

COMPARTILHE
Encarar dupla (ou tripla) jornada, cuidar dos filhos, comparecer em compromissos sociais são algumas das múltiplas tarefas desempenhadas pelas mulheres, que conciliam demandas pessoais, familiares e profissionais. Uma pesquisa recente, divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), traduz, em percentuais, o que todo mundo já sabe: a carga mais pesada da casa fica com elas.
Segundo o estudo, a mulher gasta, em média, mais de 21h por semana em afazeres domésticos e trabalhos de cuidado. Os homens, por sua vez, contribuem com praticamente a metade (10h e 11h semanais) na execução dessas tarefas. Essa sobrecarga causada pelos cuidados com a família e a casa aumenta as desvantagens desse grupo no campo profissional: 72% dos homens atuam no mercado de trabalho remunerado, contra pouco mais de 50% de mulheres. Ou seja, o trabalho não remunerado é uma realidade para só metade do público feminino, embora este seja maioria na população nacional (53% do total de brasileiros).
O quadro fica mais agudo quando se sabe que os cuidados com filhos e outras pessoas da família limitam o crescimento pessoal e profissional da mulher. Dentre as que têm filhos de zero a três anos, 63% não estão empregadas nem procuram uma ocupação. A secretária nacional de Cuidados e Família, Laís Abramo, avalia que, entre as mulheres mais pobres, a carga de trabalho não remunerado é ainda maior. “Enquanto esse panorama persistir, não há como se pensar em igualdade entre gêneros no mercado de trabalho”, opina, lembrando que “embora seja essencial a todas as sociedades, o trabalho de cuidado não remunerado continua sendo de responsabilidade quase exclusiva das mulheres”.