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Sobrecarga de ocupações no mercado de trabalho e na vida familiar é realidade para maioria das brasileiras

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Mulher trabalhando em casa, em sistema de home office, e cuidando dos filhos ao mesmo tempo – Imagem: Drazen / Adobe Stock

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Encarar dupla (ou tripla) jornada, cuidar dos filhos, comparecer em compromissos sociais são algumas das múltiplas tarefas desempenhadas pelas mulheres, que conciliam demandas pessoais, familiares e profissionais. Uma pesquisa recente, divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), traduz, em percentuais, o que todo mundo já sabe: a carga mais pesada da casa fica com elas.

Segundo o estudo, a mulher gasta, em média, mais de 21h por semana em afazeres domésticos e trabalhos de cuidado. Os homens, por sua vez, contribuem com praticamente a metade (10h e 11h semanais) na execução dessas tarefas. Essa sobrecarga causada pelos cuidados com a família e a casa aumenta as desvantagens desse grupo no campo profissional: 72% dos homens atuam no mercado de trabalho remunerado, contra pouco mais de 50% de mulheres. Ou seja, o trabalho não remunerado é uma realidade para só metade do público feminino, embora este seja maioria na população nacional (53% do total de brasileiros).

O quadro fica mais agudo quando se sabe que os cuidados com filhos e outras pessoas da família limitam o crescimento pessoal e profissional da mulher. Dentre as que têm filhos de zero a três anos, 63% não estão empregadas nem procuram uma ocupação. A secretária nacional de Cuidados e Família, Laís Abramo, avalia que, entre as mulheres mais pobres, a carga de trabalho não remunerado é ainda maior. “Enquanto esse panorama persistir, não há como se pensar em igualdade entre gêneros no mercado de trabalho”, opina, lembrando que “embora seja essencial a todas as sociedades, o trabalho de cuidado não remunerado continua sendo de responsabilidade quase exclusiva das mulheres”.

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