
Atividade física: foco no treino com segurança
24/02/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Priorizada durante décadas na preferência do telespectador, a TV aberta vem perdendo, progressivamente, espaço nos lares brasileiros – e o motivo é o crescimento acelerado do streaming, sobretudo entre o público abaixo dos 40 anos. São pessoas que acompanharam de perto a transição ocorrida nas duas últimas décadas, quando o consumo de entretenimento por demanda promoveu profunda mudança de hábitos, tornando o espectador um protagonista de sua programação e de suas escolhas.
Os números estão cada vez maiores e comprovam o fenômeno. Há cerca de um ano, as emissoras de TV aberta absorviam quase 58% da audiência. Passados doze meses, sua participação no share caiu para 53,9%, ou seja, permanece hegemônica, mas experimentou perda significativa de espaço, segundo dados divulgados pelo Kantar Ibope, instituto especializado em medição de audiência de rádio e televisão. A pesquisa envolveu domicílios das principais cidades das cinco regiões do Brasil.
Já no fim do ano passado, as plataformas de streaming, que veiculam ampla variedade de conteúdo, incluindo filmes, séries, músicas, competições esportivas, transmissões ao vivo, material gerado por usuários, videoconferências, podcasts etc, alcançaram 40% do que foi assistido no país. Por enquanto, os canais abertos ainda permanecem com maior percentual. Porém, a expectativa de quem acompanha esse mercado é de que, em um ano, as transmissões via internet devem superar o consumo de televisão linear gratuita. Um dos motivos é o fato de poder escolher, de modo específico, o tipo de programação a que se deseja assistir. Canais como de esportes, filmes, séries e desenhos educativos são alguns dos mais acessados nas plataformas de maneira geral.

Praticidade, variedade, qualidade e interatividade são algumas das vantagens apontadas pelos consumidores de streaming. É o caso do jornalista Lucas França da Silva, 28 anos, do Rio de Janeiro. “A possibilidade de montar a minha grade de programação e assistir ao que eu quiser, na hora em que quero, é um ponto crucial para mim”, afirma. “Vou pelo caminho da diversidade e personalização.”
Integrante da chamada Geração Z, que chegou à idade adulta após uma infância passada diante da TV de canal aberto, França e a esposa, a arquiteta Catharina, não seguem muitos horários rígidos na agenda pessoal e na vida profissional. Assim, o dinamismo das novas tecnologias vem para auxiliar ainda mais. “Hoje, praticamente, só assistimos a telejornais diurnos na TV aberta. No geral, estamos mais focados no streaming.” O jornalista se sente plenamente atendido em suas preferências. “Atualmente, também há muito conteúdo ao vivo dentro dessas plataformas. Diferentes esportes, shows, programas de cultura etc”, enumera.





