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21/03/2026
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Uso excessivo de redes sociais pode aumentar risco de depressão

Por André Santiago, do Ongrace

Mudanças de humor, isolamento e necessidade constante de validação podem ser sinais de alerta – Imagem: Kristina by Stock Adobe

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Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Miguel Hernández de Elche, na Espanha, acendeu um alerta importante sobre a saúde mental de adolescentes. Segundo os resultados, o uso problemático das redes sociais está associado ao aumento de sintomas depressivos, especialmente entre jovens com menos de 16 anos. A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports , analisou dados de 2.121 estudantes do Ensino Médio da Comunidade Valenciana ao longo de um ano.

De acordo com os autores, é preciso um maior monitoramento durante o uso. “O verdadeiro risco não é apenas quanto tempo os adolescentes passam nas redes sociais. O fator decisivo é o uso problemático, quando os jovens perdem o controle sobre o comportamento on-line e sentem uma forte necessidade de continuar conectados”, declarou o líder do estudo e pesquisador, Daniel Lloret-Irles. Os estudiosos observaram que esse padrão pode intensificar sintomas depressivos com o passar do tempo.

O efeito apareceu com maior intensidade entre os mais jovens. Para os cientistas, isso pode estar relacionado ao fato de que, no início da adolescência, habilidades como regulação emocional e autocontrole ainda estão em desenvolvimento. Essa fase, portanto, tende a ser mais sensível às pressões, comparações e frustrações que surgem no ambiente digital.

O estudo também apontou diferenças entre meninos e meninas. Entre elas, ter mais seguidores esteve associado a um aumento de sintomas depressivos, algo que os pesquisadores relacionam a pressões sociais e padrões estéticos mais intensos nas redes.

Diante desse cenário, especialistas defendem mais educação digital e acompanhamento de pais e responsáveis, “dar um smartphone a adolescentes sem os ensinar a usá-lo de maneira responsável é arriscado. Assim como ensinamos os jovens a dirigir antes de terem um carro, precisamos ensiná-los a lidar com a tecnologia digital”, afirma María Blanquer-Cortés, primeira autora do estudo.

Para os líderes cristãos e as famílias, a atuação da igreja é fundamental neste auxílio. Caminhar junto, estando atento aos direcionamentos, é um dos passos importantes para evitar o isolamento. “O papel da família e da igreja é acompanhar de perto o dia a dia dos jovens. É observar e orientar com cuidado. Não adianta apenas falar e não praticar”, declara Ramon Targino, líder de jovens e adolescentes na Igreja Nova Vida de Pantanal, em Duque de Caxias (RJ). “É preciso orientar, mas também acompanhar”, reforça.

Mudanças de humor, isolamento e necessidade constante de validação podem ser sinais de alerta – Imagem: Kristina by Stock Adobe

O alerta não é para condenar a tecnologia, mas para mostrar aos jovens como usá-la com equilíbrio, discernimento e limites. Especialistas apontam que observar mudanças de humor, isolamento, ansiedade excessiva com curtidas e dificuldade de se desconectar pode ser um passo importante para prevenir o agravamento do problema.

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