Deus é Luz
09/03/2026
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Governo autoriza novos empréstimos aos Correios

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Empresa de grande tradição no país, Correios vêm enfrentando a pior crise de sua história – Imagem: AlfRibeiro by Stock Adobe

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, no fim de fevereiro, mais um empréstimo de grande porte para socorrer os Correios, que enfrentam a maior crise de sua história. Com a decisão, a estatal fica autorizada a contratar mais 8 bilhões de reais, com garantia da União. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida visa assegurar a continuidade do Plano de Reestruturação Econômico-Financeira da empresa, aprovado em dezembro pelo governo. Ongrace tem acompanhado a situação dos Correios em uma série de reportagens
.

No fim do ano passado, os Correios já haviam pegado emprestado 12 bilhões de reais com um consórcio de bancos. Com o novo empréstimo, perfazem-se os 20 bilhões de reais inicialmente estimados como necessários para a reestruturação. Ainda conforme o governo, despesas de até 10 bilhões de reais do plano de recuperação dos Correios não serão incluídas na meta fiscal das estatais para o exercício de 2026, o que dá maior margem para as negociações. As duas operações de crédito, portanto, terão a cobertura do Tesouro Nacional para eventual inadimplência. Os 8 bilhões serão captados entre o sistema bancário.

Má gestão e interferências políticas são alguns dos motivos apontados para a crise. Além disso, pesa na balança negativa a perda de espaço no mercado de encomendas, fonte histórica de receita dos Correios. De 51% do total de remessas, em 2019, a participação da instituição nesse mercado caiu para 22%. Medidas têm sido tomadas para reverter o quadro, como o corte de 2 bilhões em despesas com pessoal, o fechamento de mil agências – 10% do total de unidades de atendimento em todo o país – e a venda de ativos imobiliários. Também está em andamento um plano de demissão voluntária para enxugar o quadro de empregados, estimado hoje em 82 mil funcionários.

A expectativa é de que, em 2026, a companhia ainda tenha déficit, mas bem menor do que os dos últimos tempos. Desde 2022, são três anos seguidos operando no vermelho. Só no primeiro semestre do ano passado, o prejuízo dos Correios chegou a quase 4,5 bilhões – o maior rombo já registrado na empresa. Com os novos recursos, está prevista a volta da lucratividade em 2027. A meta é alcançar 21 bilhões de faturamento naquele ano.

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