
Visão cristã sobre os acontecimentos no Oriente Médio
15/03/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Uma medida votada no Parlamento espanhol fez o governo ampliar a atuação do país europeu no combate à perseguição religiosa no mundo. A Comissão de Assuntos Externos do Congresso dos Deputados da Espanha aprovou a proposta que determina às autoridades diplomáticas envolvimento ativo em ações de blocos e organizações dos quais o país faz parte, como a União Europeia, o Conselho Europeu e a ONU, no sentido de condenar e denunciar qualquer forma de discriminação, violência e repressão institucional motivadas por crenças religiosas.
O dispositivo foi apresentado pelo Partido Popular (PP), legenda de centro-direita e oposição ao presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, que é ligado ao Partido Socialista Operário (PSOE). Em seu texto de defesa da proposta, a deputada Maribel Sánchez lembra que a liberdade religiosa é um direito humano essencial, consubstanciado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, e tem de ser defendido pela comunidade internacional, onde quer que seja violada.
A parlamentar mencionou a Lista Mundial da Perseguição, elaborada pela missão Portas Abertas, segundo a qual quase 400 milhões de cristãos sofrem perseguição em todo o mundo. O documento foi aprovado por apenas um voto, constando 18 abstenções, o que demonstra a divisão do Parlamento. O governista PSOE encaminhou sua bancada à votação contrária, sob a justificativa de instrumentalização política do tema. Partidos de linha mais independente, como o Vox e o Esquerda Republicana, apoiaram a iniciativa.

A moção pontua que, além de violência contra cristãos e locais de culto, muitos governos nacionais, sobretudo na Ásia e da África, impõem severas restrições de direitos civis à comunidade cristã, com reflexos no acesso a serviços públicos, emprego e Justiça. Embora seja uma democracia que assegura plena liberdade de crença, a Espanha tem assistido, nos últimos anos, a incidentes movidos por intolerância religiosa. No ano passado, diversos templos católicos foram vandalizados, principalmente nas regiões da Andaluzia e da Catalunha.





