Hipertensão: Dia nacional lembra importância da prevenção
26/04/2026
Hipertensão: Dia nacional lembra importância da prevenção
26/04/2026

Instituto europeu prevê extremos climáticos este ano

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Meteorologia prevê efeitos climáticos ainda mais intensos em 2026 – Imagem: Stock Adobe by Nahid_hasan_masud

COMPARTILHE






Quem se assustou com as catástrofes climáticas do último ano – enchentes de grandes proporções, ondas de frio de intensidade inédita e temperaturas que alcançaram recordes de calor – deve se preparar para o que vem por aí. Projeções realizadas pelo Centro Europeu de Previsão Meteorológica de Médio Prazo apontam para a possibilidade de formação de um “super El Niño” entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027. Os extremos climáticos previstos têm potencial para serem os maiores dos últimos 140 anos.

O El Niño é um fenômeno natural que ocorre periodicamente e consiste no aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, parte do oceano que se estende da costa oeste da América do Sul até o Oriente. O resultado é a alteração das condições climáticas em todo o planeta, com fortes efeitos inclusive no Brasil – intensificando, por exemplo, as secas na região Nordeste e aumentando o volume de chuvas no Sul e no Sudeste. Entre 2024 e 2025, houve enchentes recordes no Rio Grande do Sul, e os rios da Amazônia transbordaram em níveis nunca registrados.

O fenômeno El Niño e seu contraponto, o La Niña (caracterizado pelo resfriamento anormal do Pacífico), provocam efeitos globais. Para se ter ideia, um aumento de 0,5 ºC acima da média de temperatura das águas do Pacífico já caracteriza o El Niño. O cenário para este ano indica um aquecimento superior ao verificado em 2015, um dos eventos mais fortes já registrados, quando essa elevação chegou a 2,8 ºC.

Embora o El Niño seja um evento natural e periódico, observado desde o século 17, as alterações têm se tornado maiores nas últimas décadas. Isso se deve, segundo os meteorologistas, à ação humana, como o aumento de emissão de gases causadores do efeito estufa, o desmatamento e as mudanças no uso do solo – fatores que contribuem para o aquecimento da atmosfera e interferem nas correntes oceânicas, criando zonas de águas superaquecidas.

A instituição europeia prevê, ainda, alto risco de secas severas próximo à linha do Equador, na América Central, África e em regiões da Ásia e da Oceania. Além disso, nas latitudes mais altas, como América do Norte e Europa Setentrional, o temor é de frio intenso. Recentemente, a temperatura no Canadá e nos Estados Unidos, bem como em países como Alemanha, Polônia, França e Reino Unido, alcançou 30 graus negativos.

Chave Pix Copiada!

A chave Pix foi copiada para a área de transferência.