Deus permanece em quem tem o amor!

05/07/2026

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05/07/2026

Refugiados já são 42 milhões no mundo

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Guerras, catástrofes, pobreza extrema e perseguição são os principais motivos que provocam deslocamentos de populações. – Foto: Adjin Kamber / Adobe Stock

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Cerca de 42 milhões de pessoas no mundo vivem como refugiadas, tendo deixado suas regiões de origem devido a guerras, catástrofes climáticas, à pobreza extrema ou a perseguições políticas e religiosas. O dado consta no Relatório de Tendências Globais do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), divulgado em junho deste ano. Além disso, há outros 69 milhões de pessoas deslocadas dentro de seus próprios países devido a conflitos ou situações de violência e intolerância.

Embora o número total tenha recuado 3% em relação ao ano anterior, ainda é considerado alto pelos organismos internacionais. Setenta por cento dessas pessoas permanecem na condição de refugiadas ou deslocadas há mais de cinco anos. Por outro lado, muitos retornos ocorrem em situações provisórias ou precárias, e as condições de reintegração continuam a constituir um desafio para os governos locais e a comunidade internacional. Ao todo, uma em cada 70 vidas, em todo o mundo, está, neste momento, deslocada à força  número que alcança 1,4% da população global.

De acordo com o ACNUR, sete em cada dez refugiados sob seu mandato, incluindo solicitantes de asilo e pessoas que necessitam de proteção internacional, vêm de apenas seis nações: Afeganistão, Sudão, Sudão do Sul, Síria, Ucrânia e Venezuela. Vale ressaltar também que as nações de baixa e média renda são as que acolhem a maioria (68%) desse contingente vulnerável. Nesse cenário, o Brasil tem uma política acolhedora, no que se refere à concessão de asilos; nas últimas décadas, o país recebeu pedidos de refúgio de cidadãos de 121 países e territórios, com destaque para venezuelanos (70%), sírios (5,15%) e senegaleses (4,30%), conforme dados do Governo Federal e da ONU.

De acordo com a Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela missão internacional Portas Abertas, 22,7 mil refugiados são cristãos perseguidos. Parte desse grupo é vítima da violência de extremistas de inspiração islâmica, como o Talibã, no Afeganistão, ou o Boko Haram, na África, além de deslocados devido a conflitos e à instabilidade, caso da Síria, após anos de uma sangrenta guerra civil, e do Irã. Na elaboração da Lista Mundial da Perseguição, a Portas Abertas considera indicadores como violações e ameaças graves aos direitos das comunidades cristãs.

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