60 anos levando a Bíblia aos mexicanos

16/08/2026

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Lançada campanha nacional contra dependência de jogos

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Pessoas com problemas de comportamento ligados a apostas já contam com serviço de saúde mental on-line – imagem: By Magnific

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O Ministério da Saúde lançou, no fim de julho, a Campanha Nacional de Prevenção aos Danos das Apostas On-line, conjunto de medidas que visa alertar a população para os efeitos da ludopatia – a compulsão por jogos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente esse transtorno mental afeta cerca de 6% das pessoas em todo o mundo. O vício em apostas já é verificado em aproximadamente 11 milhões de brasileiros, segundo pesquisa da Universidade Federal de São Paulo. Só no ano passado, 25% da população nacional, em sua maioria homens, apostaram em alguma modalidade de jogo, sobretudo nos tipos esportivosvirtuais (as chamadas bets). A patologia já tem tipificação na Classificação Internacional de Doenças (CID).

A iniciativa é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de um questionário disponibilizado gratuitamente pela conta Gov.br, no site Meu SUS Digital. Na plataforma, basta clicar na ferramenta “Problemas com jogos de apostas?”, que fornece um autoteste com questões que identificam eventual compulsão e avaliam o comportamento do usuário. Caso os resultados indiquem risco moderado ou elevado de dependência, o interessado é encaminhado automaticamente a um teleatendimento e recebe orientações sobre os serviços ofertados pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Todo o processo tem sigilo garantido.

Dados do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde revelam que o número de atendimentos a indivíduos com quadro de dependência de apostas on-line aumentou 140% nos últimos cinco anos. Especialistas alertam que, muitas vezes, o apostador tem dificuldade de se reconhecer como alguém que precisa de ajuda. Muitos só buscam auxílio quando chegam a extremos, como ruína financeira, dissolução da família e até ideação suicida. Os prejuízos com apostas on-line já são de quase 40 bilhões de reais por ano, conforme a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. São recursos drenados do consumo, da alimentação, da instrução e do lazer das famílias.

Além desse novo serviço voltado à saúde mental, os brasileiros já contam, desde dezembro do ano passado, com a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que possibilita ao internauta bloquear as próprias contas nas plataformas das operadoras de apostas on-line. Mantido pelo Ministério da Fazenda, o sistema bloqueia as contas já usadas para jogar, impede a abertura de novas com o CPF do titular, bem comointerrompeo envio depublicidadedirecionadapelas bets. O usuário recebe ainda conteúdos sobre saúde mental e educação financeira.

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