
Prouni: inscrições devem ser confirmadas até sexta-feira (14)
13/08/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Reprodução da internet – modificada por IA
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O terremoto de 7,4 pontos de magnitude que atingiu a Colômbia na última segunda-feira, 10 de agosto, foi o mais violento ocorrido no país nos últimos dez anos. O abalo aconteceu na região oeste e causou, até o momento, mais de 200 mortes – número que deve aumentar à medida que avançam os trabalhos de resgate. Estimativa do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) aponta a possibilidade de até mil mortos.
O epicentro do sismo foi registrado em San José del Palmar, a cerca de 230 km da capital, Bogotá. As cidades mais afetadas foram Manizales, Quibdó, Pereira e Cáli, um dos maiores centros urbanos do país. O balanço mais recente das autoridades locais é de que 86 edifícios desabaram, entre residências, unidades de saúde, escolas e centros comunitários. Equipes especializadas e voluntários trabalham juntos em busca de sobreviventes e no atendimento aos feridos, sob coordenação do Exército Nacional.
Segundo especialistas, a profundidade em que o abalo sísmico ocorreu foi de aproximadamente 110 km, o que minimizou seus efeitos na superfície. Para se ter uma ideia, os tremores que atingiram a Venezuela, em junho, tiveram magnitude equivalente ao ocorrido na Colômbia, contudo, a profundidade na nação vizinha foi de apenas cerca de 10 km. Por isso, os estragos em território venezuelano foram muito maiores, com uma contagem de mortos que ultrapassou os seis mil.
Apesar da proximidade geográfica entre os países e da diferença de apenas dois meses entre os terremotos, não há conexão entre os dois eventos. Isso porque as placas tectônicas – blocos de rocha sólida que apoiam a superfície e estão sobre o instável manto terrestre – envolvidas são diferentes. Enquanto a Colômbia está na junção entre as placas Sul-Americana e de Nazca, a Venezuela se localiza na borda da Placa do Caribe. No Brasil, efeitos do tremor chegaram a ser sentidos em cidades do estado do Amazonas, inclusive na capital, Manaus, sem registro de danos.
Há poucos dias no cargo, o presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, decretou estado de emergência nacional e mobilizou o governo para responder à catástrofe. Já foi lançada uma campanha especial com objetivo de apoiar as vítimas e comunidades afetadas. O Banco Nacional de Alimentos, sediado em Bogotá, apelou para a solidariedade pública, afirmando que os fundos arrecadados serão utilizados para atender às necessidades decorrentes do terremoto. Vários países sul-americanos, entre eles o Brasil, além dos Estados Unidos, do México e da União Europeia, já anunciaram intenção de envio de equipes e suprimentos à Colômbia.





