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19/10/2026

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Descoberto aqueduto que abastecia Templo de Jerusalém

Por Carlos Fernandes, do Ongrace

Um trecho de aproximadamente 300 metros de um antigo aqueduto com cerca de 2 mil anos foi descoberto em escavações arqueológicas em Jerusalém– imagem:
Reprodução / Emil Aladjem

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As ruínas de um antigo aqueduto, descobertas nas proximidades de Jerusalém, em Israel, revelam a importância que o antigo Templo tinha para os judeus, na época de Jesus. O trecho encontrado, de aproximadamente 300 metros, fazia parte de uma grande estrutura de abastecimento de água construída para atender a Cidade Santa, que recebia milhares de peregrinos durante as celebrações religiosas do Judaísmo — como a Páscoa que antecedeu a prisão e a crucificação do Filho de Deus.

O aqueduto tinha um canal central sobre a estrutura de pedra, montado com rigoroso cálculo que permitia à água fluir sem bombeamento, movida apenas por uma inclinação contínua baseada na força da gravidade. De acordo com os peritos envolvidos nas escavações, o sistema remonta ao período dos hasmoneus, cerca de 100 a.C. Com o crescimento do número de moradores de Jerusalém, e diante da população flutuante que acorria à cidade naquelas ocasiões, foi preciso aumentar a distribuição de água. A solução encontrada foi captá-la nas fontes de Ein Eitam, localizadas a mais de 20 quilômetros de distância.

A água era armazenada em reservatórios conhecidos como Piscinas de Salomão, ao Sul de Belém. Atualmente, a Autoridade de Antiguidades de Israel é responsável pela preservação do local, que foi trazido à luz durante a instalação de fundações para um conjunto residencial no Kibutz Ramat Rachel. Com a ampliação do chamado Segundo Templo, pelo rei Herodes, Jerusalém experimentou uma grande expansão urbana, e a estrutura de fornecimento de água adquiriu ainda mais relevância — inclusive para os ofícios religiosos, como os banhos rituais e a lavagem dos altares dedicados aos sacrifícios.

“A construção não é semelhante aos conhecidos aquedutos romanos, com grandes pontes e arcos”, descreveu o arqueólogo Benyamin Storchan, um dos diretores das escavações, ao jornal All Israel News. “É muito mais simples – uma parede construída de duas fileiras de pedras, com um canal em forma de ‘U’ dentro, rebocado e coberto por lajes de pedra”. Apesar da distância, o desnível entre o ponto de origem e o fim do aqueduto era de apenas 30 metros, o que revela habilidade técnica dos construtores da Antiguidade. “A obra é uma maravilha da engenharia, uma solução importante para as necessidades de abastecimento de Jerusalém”, destaca o estudioso.

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