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13/06/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Um novo estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, confirma o valor da oração para a saúde física e mental – e com critérios científicos. De acordo com o levantamento, que contou com uma amostra de 180 pacientes internados em uma clínica com queixas de dor significativa (igual ou superior a quatro, em uma escala que vai até dez), um pequeno período de oração foi associado a considerável redução de sintomas.
O trabalho foi publicado na Annals of Family Medicine, revista especializada da área médica com circulação internacional. A metodologia dividiu os voluntários em dois grupos. Os integrantes do primeiro receberam, individualmente, cinco minutos de oração intercessória, feita por uma pessoa previamente treinada. Enquanto isso, os participantes do segundo grupo foram submetidos a sessões de música suave, também de modo particular, com a mesma duração e cujo objetivo era formar o grupo de controle.
Esses experimentos duraram seis semanas, e os resultados clínicos foram comparados posteriormente. No caso dos pacientes que receberam as orações, foram registradas reduções significativamente maiores nos seus quadros de dor e ansiedade em relação aos demais. Tal efeito persistiu após algumas semanas do estudo, o que indica o papel da prática da oração na melhora de seu estado, independentemente da confissão religiosa de cada um.
Outro dado observado pelos pesquisadores foi a redução de dor e ansiedade em proporção maior em pessoas negras, após a atividade espiritual, embora a análise não tivesse esse tipo de recorte por perfil étnico dos voluntários. “A oração intercessória proximal foi segura, eficiente e bem recebida como tratamento complementar para dor e ansiedade”, avaliou a Prof.ª Katherine Jacobson, da Escola de Medicina de Família e Comunitária da faculdade, uma das coordenadoras da pesquisa. “Isso pode ser um complemento de baixo custo, não farmacológico e eficaz ao cuidado padrão, com relevância particular para populações em situação de vulnerabilidade”, completou, em comunicado publicado pelo periódico.





