
Refugiados já são 42 milhões no mundo
05/07/2026Por Carlos Fernandes, do Ongrace

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Na última semana, a população do Rio de Janeiro viveu dias de caos com a greve dos rodoviários. Desencadeado a partir das primeiras horas de segunda-feira, 29 de junho, o movimento provocou a paralisação de, aproximadamente, 50% da frota, estimada em 3,6 mil veículos. O sistema rodoviário é o principal meio de transporte dos cariocas, e a paralisação afetou, potencialmente, cerca de 3 milhões de usuários.
Com municípios periféricos com grande população – a maioria dela tem de se deslocar diariamente à capital para trabalhar ou estudar -, a região metropolitana do Rio sofreu um nó, com longas filas nos terminais e esperas que superavam duas horas por coletivos que, em dias normais, têm saídas a cada 20 ou 30 minutos. Outros modais de transportes, como metrô, trens, VLTs e barcas, registraram superlotação nos horários de pico, entre 6h e 8h, e no fim da tarde.
Embora a Justiça do Trabalho tenha determinado que ao menos 80% da frota deveria circular, era nítido, pelo aspecto das ruas cariocas, que esse índice não foi cumprido. Segundo o sindicato Rio Ônibus, que representa as empresas do setor, apenas em torno de 1,4 mil veículos operaram na segunda e na terça-feira. Já o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do município do Rio de Janeiro alegou que as negociações salariais fracassaram por intransigência dos empresários.
Entre as reivindicações, estão: estabelecimento de piso salarial de 5 mil reais para motoristas do sistema de ônibus expresso BRT e de 4 mil reais para os que atuam na frota convencional, tíquete-alimentação de mil reais e concessão de plano de assistência médica e odontológica para os trabalhadores e seus dependentes, fim dos contratos temporários e redução de carga horária, com estabelecimento de escala 5 por 2.
Após o fracasso de uma assembleia realizada no dia 30, que terminou sem uma decisão sobre a volta ao trabalho, conflitos foram registrados no Centro da cidade. Alguns veículos foram depredados e, em outros casos, manifestantes exigiram a retirada dos passageiros e agrediram os motoristas que insistiam em circular.
O estado de greve foi mantido, pelo menos, até quarta-feira, quando nova rodada de negociações foi anunciada entre representantes dos profissionais e das empresas, ficando acordada uma trégua até esta segunda-feira (06), data em que ocorrerá mais uma tentativa de acordo salarial. Embora normalizada a operação, os rodoviários seguem em mobilização permanente e podem paralisar os serviços caso as partes não entrem em consenso.





