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20/01/2026Por Viviane Castanheira, do Ongrace

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A Bíblia Sagrada vive um momento histórico no hemisfério norte. Impulsionadas principalmente por jovens da Geração Z, as vendas de exemplares físicos alcançaram níveis recordes no Reino Unido e nos Estados Unidos. No mercado britânico, o crescimento foi de 106% de 2019 a 2025, enquanto, nos EUA, foram comercializados 19 milhões de exemplares no ano passado, o maior volume dos últimos 21 anos. Especialistas associam o movimento à busca por sentido e estabilidade em meio a crises globais, mudanças sociais aceleradas e incertezas políticas.
Segundo a Society for Promoting Christian Knowledge (SPCK), o avanço no Reino Unido reflete o interesse de leitores de várias idades, especialmente jovens adultos, que demonstram preferência pela Bíblia impressa e por uma leitura mais pessoal das Escrituras, desvinculada de ambientes institucionais.
Nos Estados Unidos, editoras e analistas do mercado editorial observam tendência semelhante. A Circana BookScan, serviço de monitoramento de vendas de livros norte-americano, aponta crescimento contínuo desde 2022, impulsionado por universitários e jovens adultos que passaram a consumir conteúdos bíblicos e devocionais.
Diante desse cenário de crescimento expressivo no hemisfério norte, especialistas apontam que o fenômeno vai além de uma simples oscilação editorial e revela um movimento espiritual mais profundo. Para o diretor-presidente da Sociedade Bíblica Brasileira (SBB), Rev. Erní Walter Seibert, o avanço na distribuição das Escrituras em nações historicamente secularizadas é um sinal de que a sociedade tem buscado referências sólidas. “A volta do crescimento na distribuição desses países demonstra claramente que as pessoas querem um fundamento mais sólido para suas vidas e para suas sociedades”.

Segundo Seibert, debates contemporâneos sobre economia, política e sentido da vida têm se mostrado insuficientes para responder às angústias atuais. Ao citar Mateus 9.36, ele observa que o mundo vive um tempo de aflição e conflitos, o que ajuda a explicar o retorno às Escrituras como fonte de direção e esperança. “O mundo passa por guerras e rumores de guerras, por polarizações e desentendimentos. O aumento na distribuição de Bíblias indica a busca por algo que muitos haviam abandonado: o sentido da vida”, analisa o diretor-presidente da SBB.
Enquanto Reino Unido e Estados Unidos registram essa retomada, o Brasil segue em posição de destaque no cenário global. O país permanece como líder mundial na distribuição da Palavra de Deus. Como mostrou matéria publicada pelo Ongrace, em agosto do último ano, esse alcance tem impacto direto na cultura e na vida da sociedade brasileira. “Aqui no Brasil, a distribuição de Bíblias está em crescimento contínuo faz décadas. Isso repercute no crescimento das igrejas e, aos poucos, na cultura da sociedade”, garante Seibert. Para os próximos anos, a projeção é de continuidade desse movimento. “Se isso se confirmar”, conclui, “teremos mais pessoas misericordiosas, pacificadoras e com fome e sede de justiça. E isso realmente é animador”.





